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Publicado em Sexta, 26 de Setembro de 2014 - 11h34

Cigarro, hoje, ontem e no futuro

SERAFIM GODINHO


Cigarro, hoje, ontem e no futuro

Hoje o cigarro está fora de moda, prejudica a saúde, quem fuma é discriminado, mas ainda se vende como uma droga lícita. Será porque deixam altos impostos ao Tesouro ou se trata apenas do respeito à liberdade individual que ensina limitar as restrições, desde que não prejudique a outras pessoas.

Entretanto hoje sabemos que muitos pais fumam fora de casa, pensando em não prejudicar os filhos; estão enganados, pois o cheiro do cigarro fica no corpo e nas roupas e só o cheiro é motivo de inflamação das mucosas e como nos fumantes passivos, as crianças tem a tendência de desenvolver doenças como rinites e bronquites e demais problemas como asma e maiores chances de sofrer morte súbita alem da real possibilidade de dependência química a nicotina.

Há quem acredite que fumar ocasionalmente não faz mal. Engana-se quem pensa que fumar de vez em quando não é nocivo a saúde. Assim como os fumantes regulares, os ocasionais também estão susceptíveis a doenças ligadas ao tabagismo. Mesmo em níveis inferiores, a exposição  do fumante ocasional ao tabaco pode aumentar os  riscos de desenvolver doenças pulmonares e cardiovasculares como câncer de pulmão e laringe, enfisema, bronquite, infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial, trombose e derrame cerebral, só para citar as principais.

Fumar ocasionalmente também aumenta o risco de dependência, já que o tabagismo é uma doença ocasionada pelo vício à nicotina. Uma vez iniciado a necessidade de nicotina no organismo tende a aumentar, resultando na dependência.

Ontem ,no passado , na primeira metade do século XX fumar era glamoroso, basta assistir ao clássico Casablanca,filmado  1943, em que o inesquecível Rick não tirava um cigarro dentre os dedos  fazendo  os corações das platéias femininas pulsarem mais forte a cada tragada e com um suspiro apaixonado que acompanhava a fumaça do cigarro que o galã soltava  com charme e maestria. Era lindo.  E  assim permaneceu por várias décadas após a segunda guerra mundial, até que a ciência descobriu seus efeitos maléficos e nas ultimas décadas seu uso entrou em declínio, também por causa de novas legislações proibindo sua publicidade e uso em locais públicos.

Mesmo com  todas  restrições,  fumantes ativos e passivos são responsáveis por 6.3% das enfermidades que afligem a humanidade e sobrecarregam os sistemas de saúde  e mata cerca de 7 milhões  de pessoas  por  ano.

Sabe-se hoje que  homens fumantes, além da diminuição da qualidade de vida, vivem 12 anos a menos do que os não fumantes e as mulheres  morrem 10 anos mais cedo.
No futuro além de leis proibitivas como as de São Paulo aplicadas com rigor, certamente  o  cigarro entrará para a lista na qual ele já deveria  estar, a de drogas ilícitas.

Pensamento

O homem célebre é escravo do convencionalismo; não é um ser livre mas um bem patrimonial; que todos zelam, vigiam e fiscalizam.

Vive em jaula exposto a admiração de todos, respirando e olhando a vida a distancia, quase sem dela participar.
Quem não quer inimigo não faça sucesso. Não existe almoço de graça, o sucesso também tem seu preço.


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