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Cidades

Publicado em Sábado, 07 de Janeiro de 2017 - 11h05

População de Ouro Preto sofre com falta de empresas para limpeza de fossas

da Redação


População de Ouro Preto sofre com falta de empresas para limpeza de fossasLocal precisa ser regularizado pela prefeitura (Foto: Edmilson Rodrigues)

Moradores, empresas e comerciantes de Ouro Preto do Oeste estão sofrendo com a falta de empresas para fazer a limpeza de fossas sépticas da cidade que costumam transbordar nesse período de inverno amazônico. As duas empresas que existem no município deixaram de atuar por falta de local para jogar os resíduos. A solução temporária, e ilegal, é contratar empresas cidades vizinhas, mas que já dura quatro meses. A prefeitura disse que vai buscar uma solução nas próximas semanas.


Tudo começou quando o serviço foi suspenso pelas duas empresas coletoras de resíduos da cidade a partir de uma ação do Ministério Público, acatada pela Justiça, que aplicou uma multa de R$ 200 mil à prefeitura e proibiu que fossem depositados resíduos das fossas da cidade até que sejam construídos tanques de decantação, mantas de proteção e plantadas árvores ao redor do local onde são depositados os resíduos na área ao lado do lixão na Linha 200.

Segundo os representantes das empresas, a parte deles já foi providenciada. As lagoas de tratamento já foram construídas, as lonas de impermeabilização já foram instaladas, mas resta à prefeitura regularizar a documentação da área que é uma exigência do Ministério Público. A prefeitura agora precisa legalizar a área.

Enquanto isso não ocorre, empresas e munícipes que necessitam de efetuar a limpeza de fossas sépticas e caixas de gordura estão, já há quatro meses, pagando cerca de R$ 450,00, para empresas de outras cidades recolherem os resíduos, e ainda correndo o risco de serem multados caso sejam denunciados na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Este tipo de transporte e tratamento deve ser feito no próprio domicílio, por medida de segurança, e não levado à outra cidade.

Como nem todos conseguem pagar pelo serviço e não querem correr o risco de multas, a cidade vai ficando suja por resíduos fétidos. Proprietários de comércios menores, como restaurantes, ameaçam fechar temporariamente o estabelecimento porque não podem arcar com os custos do pagamento semanal de caminhões autofossa de outras cidades, como eles têm feito nos últimos meses.

Segundo o representante de uma empresa, o prefeito Vagno Panisoly acreditava que o problema já tinha sido resolvido. No entanto, ao saber da situação, prometeu verificar o que falta e resolver nas próximas semanas.


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