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Publicado em Quinta, 24 de Janeiro de 2008 - 12h39

MP utilizará dados do Unicef para nortear ações

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Relatórios elaborados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), denominados como “Situação Mundial da Infância 2008” e “Caderno Brasil”, mostram um avanço de Rondônia em relação a indicadores que medem a sobrevivência, qualidade de vida, saúde e a garantia dos direitos da criança. Os dados do Unicef foram divulgados nesta quinta-feira, em Porto Velho. O evento foi prestigiado pelo Ministério Público de Rondônia, que deverá aproveitar as informações para nortear suas ações, por meio da Promotoria da Infância e Juventude e do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CAO-INF), órgão auxiliar da Instituição.Como explicou o coordenador do escritório do Unicef para a região Norte, Halim Antônio Girade, no Ranking dos Estados, segundo a taxa de mortalidade infantil em 2006, Rondônia aparece com o índice de 24.4, estando ligeiramente abaixo da média brasileira, que é de 24.9, e em situação melhor que alguns estados do Norte, como Amazonas, cujo índice é de 26.8. “Percebemos que Rondônia está muito próxima da média nacional, o que é positivo ao lembramos que a situação do Brasil melhorou, embora ainda não seja confortável”, destacou o coordenador, referindo-se ao fato de o País ter subido 27 posições no Ranking da Mortalidade Infantil, deixando a 86ª posição para ocupar a 113ª. No Ranking, ocupam as primeiras posições os países com as mais altas taxas.
Durante o evento, Halim anunciou o avanço do Estado no Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI). Em 2004 Rondônia apresentava uma taxa de 0.583, subindo para 0.662. Este número mostra que o Estado está classificado como “desenvolvimento infantil médio”.
A psicóloga do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude do Ministério Público, Daniela Freire Bentes, esteve atenta à divulgação dos dados e informou que o MP deve utilizar as informações para subsidiar suas ações. “O relatório permite uma interpretação da realidade da nossa região. Por meio destas informações o Ministério Público poderá cobrar soluções”, disse a representante do CAO-INF. A Promotoria da Infância foi representada no evento pela também psicóloga, Amanda Cabral.

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