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Publicado em Sexta, 22 de Fevereiro de 2008 - 12h04

PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DA UNIR PREPARAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

Assessoria


O governo federal desmarcou a rodada de negociações sobre a campanha salarial dos docentes de 1º e 2º grau, prevista para esta quarta-feira (20/2). Também não enviou às entidades representativas dos docentes as explicações sobre a sua proposta de tabela salarial, conforme requisitado pelo ANDES-SN e pelo SINASEFE, na reunião da última semana."Mais de um ano após a deflagração da campanha salarial de 2007, ainda não temos uma posição concreta do governo sobre as reivindicações dos docentes de 1º e 2º grau. Além disso, estamos sob a ameaça de ficarmos mais um ano sem ter qualquer reajuste em nossos salários. Precisamos dar início ao processo de construção da greve", afirma o 3º vice-presidente do ANDES-SN, Almir Serra Martins Menezes Filho.

Rumo à construção da greve

Representantes dos docentes do Setor das Federais, reunidos em Brasília (DF) no dia 15/2, já haviam apontado a greve da categoria como alternativa para pressionar o governo. Conforme decisão tomada durante a reunião, os docentes darão início a uma rodada de assembléias, a partir de 3/3, para deliberar sobre a proposta em nova reunião do setor marcada para o dia 15/3.

No caso dos docentes do ensino superior, o governo impôs um pretenso acordo, rejeitado pela base do sindicato, que previa reajuste salarial para 2008, 2009 e 2010. Entretanto, o próprio governo já anunciou que irá "repactuar" as datas previstas no simulacro de acordo, sem, entretanto, apresentá-las de fato.

Para os professores de 1º e 2º grau, a indefinição é completa. O governo apresentou uma proposta de reestruturação da carreira, com problemas, inclusive constitucionais, e uma tabela salarial incompleta, com modificações para 2010, sem contemplar os anos de 2008 e 2009 e só para os docentes em regime de dedicação exclusiva. Após as entidades terem recusado a proposta, o governo não mais se posicionou, e só vem remarcando as reuniões, sem justificativas.

"A construção de uma greve forte é a única forma, no momento, para evitar que ocorra em 2008 o mesmo que ocorreu em 2006 e 2007, isto é, reajuste
zero", argumenta Almir.

NA UNIR, GREVE PODE TER ADESÃO ATÉ DE ESTUDANTES E TÉCNICOS

A insatisfação com as políticas neoliberais do governo Lula e a implantação dessas políticas por parte do Reitor Januário Amaral estão fazendo repercutir ecos em todos os setores da Universidade. A adesão ao REUNI de forma autoritária (foi realizada em outubro uma sessão do CONSUN às portas fechadas na base aérea de Porto Velho), o descumprimento de acordos firmados entre reitoria e estudantes, além de inúmeros problemas de infra-estrutura fazem com que o caldo da insatisfação a Januário se torne mais grosso.
Segundo Carlos Papagaio, do ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes, Regional Norte 1, os seus colegas de departamento já planejam entrar em greve para conseguirem laboratório com qualidade para o curso de informática. Em Rolim de Moura, que no ano passado enfrentou uma greve estudantil, somam-se força a insatisfação dos docentes que foram surpreendidos com a transferência de professores para Porto Velho, a mando do Reitor Januário Amaral, sem que o Departamento de Pedagogia fosse sequer consultado. O beneficiário do Reitor é Josenir Dettoni que vem a Porto Velho para ser o “executor” do REUNI. Enquanto isso, no Campus de Rolim de Moura os demais professores estão sendo lotados com até 4 disciplinas.
Entre os técnicos a insatisfação aumenta com a possibilidade de Januário Amaral descumprir um acordo com a categoria. O Reitor nomeou cargos de sua administração indicados em assembléia dos técnicos, como compromisso de campanha defendido por sua vice, Ivonete Tamboril. No entanto, passado quase um ano é hora de “mudar” e para isso Januário quer exonerar os técnicos eleitos para atender o interesse de outros apoiadores de sua campanha. Em polvorosa, a categoria promete rechaçar com greve este descumprimento de acordo. A insatisfação vai se estendendo também entre os aliados mais próximos. Maria das Graças Silva, ex-presidente da Riomar, considera que foi golpeada por outros aliados do Reitor, e com sua conivência, para ser sumariamente afastada da Fundação de Apoio.

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