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Nacional

Publicado em Terça, 02 de Agosto de 2016 - 16h39

Caçula entre os atletas dos Jogos Rio 2016 é sobrevivente de terremoto no Nepal

Da Redacao com informações do Rio 2016


Participar dos Jogos Rio 2016 na condição de atleta mais jovem da competição já seria motivo de orgulho para a nadadora nepalesa Gaurika Singh, de apenas 13 anos e 255 dias. Mas, apesar dos poucos anos de vida, a jovem tem histórias para contar que vão além dos feitos nas piscinas: ela é uma das sobreviventes do terremoto que atingiu Katmandu em abril do ano passado. Após a tragédia, passou a se dedicar a atividades de caridade para ajudar outras vítimas do desastre.

“Queria ir, mas não estava certa de que seria capaz porque sou muito nova”, disse a nadadora sobre participar das provas de natação nos Jogos Olímpicos. “Quando soube há um mês que eu iria (se classificou para a prova dos 100m costas), foi um grande choque”. E hoje, a jovem garante, a situação ainda parece um ‘um pouco irreal’.

Gaurika é um talento precoce. Nasceu no Nepal, mas foi criada na Grã-Bretanha, para onde o pai, Paras, um médico urologista, imigrou quando ela tinha dois anos. Em Londres a jovem começou a dar suas primeiras braçadas e logo se destacou – tanto que atualmente está entre as 20 melhores atletas de sua faixa etária na Grã-Bretanha.

Mas a nadadora nunca abriu mão de defender seu país de nascimento, de maneira que, aos 11 anos, já havia participado pela primeira vez do Campeonato Nepalês. A opção, no entanto, levou Gaurika a viver um dos momentos mais dramáticos de sua vida. Em abril do ano passado, estava em Katmandu para participar do campeonato nacional acompanhada da mãe, Garima, e do irmão, Sauren, quando a terra começou a tremer – era um terremoto de 7,8 graus na escala Richter.

“Foi assustador. Estávamos no quinto andar de um prédio de forma que não podíamos escapar, então nos escondemos sob uma mesa no centro da sala por cerca de 10 minutos. Só depois que o tremor passou deixamos o local descendo as escadas”, relembra Gaurika. “Felizmente estava em um prédio novo, que não desabou, como a maioria dos que estavam ao redor". A nadadora e sua família tiveram sorte de escapar do desastre que matou cerca de 9 mil pessoas e devastou várias cidades do Nepal.

A experiência deixou marcas. Um dos amigos de seu pai começou ações na Grã-Bretanha para arrecadar dinheiro a ser usado na reconstrução de escolas atingidas pelo terremoto. Gaurika prontamente doou todas as suas premiações - aproximadamente 200 libras (cerca de R$ 860). “Aí me fizeram embaixadora da causa”, explica.

A menina é o orgulho do pai, que relembra o empenho da filha, que acorda às 4 horas diariamente para treinar. “É inacreditável que ela seja a mais jovem atleta Olímpica no Rio e é incrível como ela lida com toda a pressão”, diz Paras. “Meu pai vem comigo para o Rio, e meus avós e colegas de escola estão orgulhosos”, complementa a caçula dos atletas Olímpicos, que conta os dias para sua viagem ao Brasil.


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