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Nacional

Publicado em Segunda, 22 de Dezembro de 2008 - 14h49

Gol registra atrasos em 33,6% dos vôos programados

IG


A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) informou que 89 dos 265 (33,6%) vôos da Gol programados para sair até as 12 horas desta segunda-feira sofreram atrasos superiores a meia hora.Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que os atrasos, que começaram no fim de semana, foram provocados por impactos meteorológicos e problemas operacionais principalmente na área de check-in da companhia Gol.

Segundo o boletim, "a chuva que castigou boa parte do País neste fim de semana influenciou nos atrasos dos vôos ontem. O fechamento dos aeroportos de Porto Velho (RO), Imperatriz (MA) e Palmas (TO) e o mau tempo que exigiu a operação por instrumentos no Galeão (RJ), Guarulhos (SP) e Congonhas (SP) tornaram as operações mais lentas". Hoje, depois da Gol, a empresa que registrou mais atrasos foi a Varig (27,3%), seguida da Webjet (20,7%) e da Oceanair (8,8%).

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, responsabilizou a companhia aérea Gol pelos atrasos ocorridos em vôos nos aeroportos do País no final de semana. "Houve cancelamento de vôos e a Gol atrasou alguns vôos", disse o ministro. Indagado se a redução de funcionários feita pela Gol estaria agora fazendo falta, Jobim respondeu que sim.

Problema com passagem

A dor de cabeça da estudante de São Paulo Gabriela Cartaxo e de seu namorado, o economista Danilo Jorge, começou antes da chegada ao aeroporto. Em setembro, os dois compraram passagens para viajar a Ilhéus, na Bahia, no dia 25 de dezembro. Nesta segunda-feira, porém, receberam um email da companhia Gol com a informação da mudança de embarque para o dia 24.

Segundo Gabriela, a companhia não chegou a consultá-los sobre a possibilidade de remarcação, nem sobre qual a melhor data para a alteração. "Eles não me ligaram, não perguntaram nada. Recebi o email, mas não tem justificativa [da mudança] nele. A Gol só informa da alteração e pronto", afirma ela. O retorno da viagem, inicialmente previsto para ocorrer no dia 2 de janeiro, foi alterado para o dia 8. "Não posso adiar a volta para o dia 8 porque volto ao trabalho no dia 5", diz a estudante.

Com hotel e passeios já reservados, Gabriela tentou resolver o problema com a companhia, sem sucesso. "Você liga na Gol, demora uma hora e 35 minutos para te atenderem e eles simplesmente falam "não há voos disponíveis", relata. Segundo ela, a empresa não soube informar se o valor gasto pelo casal com hospedagem - cerca de R$ 3 mil- será pago pela Gol.

O casal ainda não decidiu se ainda vai viajar na nova data prevista pela empresa, caso não consigam remarcá-la. "Havíamos nos programado para passar o Natal aqui. Se fosse para passar o Natal lá teríamos comprado de outra companhia", conta a estudante.

A Gol informou, por meio de nota, que alguns passageiros que compraram suas passagens antes do mês de outubro tiveram seus vôos remarcados por causa da implementação da nova malha aérea integrada da Gol e da Varig.

Segundo a empresa, não foi possível contatar Gabriela antes desta segunda-feira e já está sendo providenciada uma solução para o itinerário.

Direitos

Segundo a assistente de Direção da Fundação Procon-SP Valéria Cunha, a atitude da Gol é “descabida”. “A empresa não pode impor uma mudança assim ao passageiro”, afirma. Ela explica que a empresa pode, sim, negociar uma eventual mudança no horário da viagem, desde que o consumidor concorde com a alteração.

Valéria diz que a situação descrita por Gabriela se parece com um caso de overbooking, mas não é possível confirmar porque a Gol não justificou o motivo da troca das passagens. “De qualquer maneira, nada justifica uma mudança dessa maneira”, reforça.

A assistente de Direção do Procon afirma que Gabriela pode tentar garantir na Justiça a viagem na data programada. “Ela deve procurar um Juizado Especial Cível, de posse do comprovante da compra da passagem na data inicial, e pedir uma liminar que obrigue a empresa a providenciar a viagem”, diz.

Valéria orienta os consumidores que tiverem problemas como o de Gabriela a, inicialmente, tentarem uma solução amigável com a companhia aérea. “Mesmo que o passageiro esteja disposto a trocar a data da passagem, a empresa deve oferecer alguma vantagem, afinal a mudança não foi causada pelo consumidor”, opina. Caso não haja acordo, a Justiça é o caminho para garantir a programação de viagem original.

Segundo ela, independentemente de haver acordo, o passageiro deve formalizar uma reclamação junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “A agência é o órgão competente para fiscalizar as companhias aéreas, e ela deve averiguar se o problema foi pontual ou se é uma prática da empresa nesta época do ano”, diz. “Caso o problema seja freqüente, a Anac tomará as medidas cabíveis.”

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