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Nacional

Publicado em Segunda, 24 de Novembro de 2008 - 17h24

Leilão de linhas de transmissão das usinas sérá na quinta

Agência Brasil


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conseguiu licitar todas as concessões de 36 linhas de transmissão e 22 subestações ofertadas hoje (24) em leilão realizado na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro e conduzido pela Bolsa de Mercadorias e Futuros/Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), com deságio médio de 16,15%. Todas os lotes foram arrematados por empresas e consórcios brasileiros e espanhóis, com deságios que variaram entre 10% e 19,15%.As concessões envolvem instalação, operação e manutenção de 2.044 quilômetros de novas linhas de transmissão e 22 subestações integrantes da rede básica, das instalações de transmissão de interesse exclusivo das centrais de geração para conexão compartilhada (ICG) e das instalações de interesse exclusivo e de caráter individual das centrais de geração (IEG). As instalações de transmissão irão conectar 27 usinas de biomassa e pequenas centrais hidrelétricas de Goiás e Mato Grosso do Sul ao Sistema Interligado Nacional.

“O leilão foi sucesso total", afirmou, em entrevista, o diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman. Segundo ele, isso deixa a agência “animada" para o leilão de quarta-feira (26), quando serão ofertadas linhas de transmissão das usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira. De acordo com a Aneel, cerca de R$ 1 bilhão serão necessários para construir as linhas de transmissão, o que vai gerar 9 mil empregos diretos. A entrada em operação está prevista para 18 meses depois da assinatura dos contratos de concessão.

Como nos leilões anteriores, no de hoje, foram declaradas vencedoras as empresas e consórcios que ofereceram a menor tarifa, ou seja, a menor receita anual permitida (RAP) para prestação do serviço – o que beneficiará o consumidor final com tarifas mais baixas pelos serviços prestados.

O maior deságio do leilão foi pago pelo consórcio Transenergia Renovável (liderado por Furnas, com 49% de participação), que arrematou o Lote C, integrado por 13 linhas e 8 subestações, que se comprometeu a obter uma RAP de R$ 34.500.000 – 19,15% de deságio em relação ao teto fixado.

O primeiro lote foi arrematado pela espanhola Cobra Instalaciones Y Servicios. Pelo Lote A, composto por 14 linhas de transmissão e sete subestações, a empresa obterá RAP de R$ 48.550.000 – deságio de 18,01%. A brasileira Elecnor Transmissão de Energia ficou com o Lote B, com nove linhas e sete subestações, com lance de R$ 34.767.780, que representa deságio de 10% em relação ao preço inicial.

Para Kelman, a licitação foi mais que um leilão de linhas de transmissão: “Trata-se de um arranjo que permite a implantação de usinas que queimam bagaço de cana nos estados de Mato Grosso do Sul e de Goiás, e esses lotes leiloados permitirão o escoamento da energia gerada por essas usinas.” Segundo ele, não foi um arranjo institucional simples, porque envolveu linhas da Rede Básica, linhas que serão compartilhadas e linhas de uso exclusivo das geradoras.


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