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Nacional

Publicado em Quinta, 11 de Fevereiro de 2010 - 13h58

Ministro manda prender governador do DF e STJ avalia o caso

TERRA


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves ordenou, nesta quinta-feira, a prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, por tentativa de suborno do jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do mensalão do DEM. A Corte Especial, composta pelos membros mais antigos do tribunal, está reunida para avaliar a decisão do ministro e decidir se vai mantê-la.Na terça-feira, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, encaminhou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido para que o Ministério Público tome medidas judiciais a fim de garantir o afastamento imediato e até a prisão do governador.

Um vídeo gravado no escritório da casa do jornalista mostraria o ex-secretário de Comunicação do governo Weligton Moraes oferecendo R$ 1 milhão ao jornalista em troca de um depoimento a favor do governador. O vídeo, que foi gravado pelo próprio jornalista, foi entregue à Polícia Federal e está sendo periciado.

No vídeo, Sombra teria afirmado para Moraes que temia ser alvo de alguma armadilha do governador, ao que o ex-secretário respondeu negando que existissem armações.

Moraes teria dito ainda que Arruda estava procurando Sombra pois precisaria da ajuda do jornalista. A assessoria de Arruda afirmou que o vídeo é uma armação de Sombra e disse que o governador não tem participação na tentativa de suborno.

Entenda o caso

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

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