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Segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 - 11:04

Pesca

Criação de pirarucu em cativeiro será regularizada

Uma Instrução normativa estabelecida em conjunto pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai regularizar a situação do Pirarucu em cativeiro do País. Os estados que realizam o manejo de reprodutores do peixe em cativeiro deverão se adequar às exigências e comprovar a origem animal. Uma equipe de técnicos estará percorrendo as propriedades para introdução dos marcadores eletrônicos individuais.

Conhecido como o maior peixe de escamas de água doce do mundo o pirarucu chega a ultrapassar os 200 quilos de peso. Muito apreciado pela sua carne, o Arapima gigas, nome científico do pirarucu, também é muito procurado para comercialização de sua pele e escamas.

Por ser um animal que se encontra em risco de extinção a pesca do pirarucu na região amazônica está proibida. A solução encontrada pelos piscicultores foi a criação da espécie em cativeiro, alternativa que hoje é incentivada pelo atual governo do Estado.

A Instrução Normativa n.º 001, de 21 de dezembro de 2011, criada pelo MPA e Ibama estabelece os critérios de regularização e prevê ações como o cadastramento dos empreendimentos, vistoria dos animais com a introdução de marcadores eletrônicos individuais e coleta de sangue e pequena amostra das nadadeiras para identificação de DNA. Essas vistorias serão realizadas por uma equipe composta de técnicos das secretarias de Agricultura (Seagri), de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedes), de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Emater, MPA, Ibama e Sebrae.

Com a Instrução Normativa a criação de pirarucu poderá ganhar novo fôlego. A adequação às exigências poderá não ser tão fácil, mas vencida essa etapa a comercialização do peixe ganhará novos mercados.

A engenheira de pesca da Emater, Maria Mirtes de Lima explica que Rondônia será pioneira nesses procedimentos e que o trabalho de vistoria contará com a experiência dos técnicos da Emater Elande Batista de Sales, Antônio Carlos Bonfim e José Edilson de Andrade que, há mais de vinte anos, atuam com piscicultura no Estado. “O Estado tem se empenhado na criação de pirarucu para exportação e agora, com a adequação à Instrução Normativa ficará mais fácil e Rondônia será a vitrine para outros estados brasileiros”, comenta a engenheira de pesca.

Os piscicultores terão aproximadamente um ano para se adequarem às novas exigências. Esse prazo foi estipulado de forma a não prejudicar o processo reprodutivo de alguns empreendimentos, já que alguns peixes encontram-se nessa fase. Com isso, assim como já acontece com o rebanho bovino, a procedência do pirarucu poderá ser rastreada, garantindo a certificação do animal.

Fonte: RONDONIAGORA

Autor: RONDONIAGORA

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