Não houve qualquer alteração no posicionamento da Advocacia Geral da União (AGU sobre a Transposição dos servidores públicos de Rondônia. Durante encontro de autoridades do Governo do Estado, parte da bancada federal e as ministras do Planejamento, Miriam Belchior e da Casa Civil, Gleisi Helena Hoffmann, o Governo Federal reafirmou que a Emenda 60 beneficia apenas o funcionalismo admitido até a data da posse do primeiro governador eleito do Estado, em 15 de março de 1987. Além de tudo, os salários a serem pagos serão os mesmos do Governo. A situação já era conhecida pela imprensa, sindicalistas e por deputados federais e senadores, que no entanto, sempre preferiram um ar de otimismo inexistente.
Nesta terça-feira a frieza do Governo Federal foi deixada clara pela ministra Miriam, respondendo a questionamento do deputado Mauro Nazif: “Como é que podemos atender esses pleitos do Estado de Rondônia se o país vice uma onda de greve? Como explicaremos isso? De onde tiraremos dinheiro?”, disse. O senador Valdir Raupp (PMDB) afirmou que sentia enganado e humilhado, diferente da esposa, deputada Marinha, que ainda tentou minimizar o grande problema criado pelas falsas esperanças da classe política rondoniense.
O governador Confúcio Moura afirmou que não aceitava a decisão do Governo Federal e pediu novo prazo com a formação de novas comissões do Estado da União para encontrarem uma saída, reavaliar a situação. Sindicalistas mostraram-se surpresos com a posição da AGU, uma vez que até o final de semana eles afirmavam que havia um novo entendimento para contemplar os servidores de 1991.