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Política

Publicado em Quarta, 22 de Outubro de 2008 - 15h28

Amorim denuncia falta de política e poder paralelo das Ongs

Assessoria


Não é apenas a política indígena que está caótica, conforme expôs o general Heleno, comandante militar da Amazônia e gerou polêmica no governo, mas toda a política ambiental, corrompida e dirigida por “onguistas” que ao invés de contemplar os amazônidas beneficiam os interesses internacionais. A afirmação é do deputado federal Ernandes Amorim (PTB) durante discurso hoje (22) na tribuna da Câmara.Ele nominou os órgãos responsáveis pela execução da política ambiental e fundiária, como Ibama, Funai e Incra, taxando-os de uma máquina governamental insensível e cruel a serviço de interesses “onguistas” e de promoverem terrorismo em cima da classe produtora.

“Os deuses da minha querida Bahia conspiraram a meu favor, sorteando-me hoje, dia do meu aniversário, para falar ao meu povo, que me deram essa tribuna para levar a nação o nosso sofrimento e o nosso grito de socorro. Denunciar as injustiças cometidas contra a sofrida classe trabalhadora, em particular os trabalhadores rurais e os garimpeiros, que lutam com unhas e dentes para sobreviverem, por falta de uma política voltada a essa categoria de trabalhador, que são multados, expulsos das suas terras, por uma política equivocada, comandada por ONGs estrangeiras, que já são mais de 100 mil na Amazônia, e, em milhares de cargos de direção nos órgãos ambientais e fundiários”, afirmou o parlamentar.

Ele reclamou de pagar um preço alto por suas posições independentes, em defesa dos pequenos agricultores, garimpeiros, desempregados e todas as minorias. “Minha atuação tem provocado a ira até de alguns setores do governo, que procuram a todo custo me responsabilizar por tudo que acontece na visão deles de errado. Essa insana perseguição chega ao cúmulo de multarem, e me acusarem de crimes ambientais, até em terras que não me pertencem, simplesmente emitem a multa em nome de Ernandes Amorim, sem procurarem saber se realmente sou o proprietário, pois o que eles querem é me expor publicamente como responsável por qualquer delito”, exemplificou.

Essas retaliações, segundo ele, devem-se ao fato de combater – através de projetos de leis – o fim da “farra de decretos” unilaterais para a criação indiscriminada de unidades de conservação; das ações arbitrárias dos agentes do Ibama, Incra e Funai; e da “entrega fraudulenta” da concessão de uso de três áreas da Floresta Nacional do Jamari, bem como a desconstitucionalização dos decretos que criaram as Flonas em Rondônia.

O parlamentar ressaltou que não está sozinho nessa luta, pois conta com apoios na Casa, manifesta em aparte pelo deputado Mauro Benevides (PMDB-CE); de artigos versando sobre o tema como o do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB –SP), da Justiça e de movimentos como a marcha de Mato Grosso, “A Amazônia é nossa” que chama a atenção para o recrudescimento de conflitos no campo, em razão dos decretos da Funai para criar novas unidades em área de produção. Essa mesma prática, ainda de acordo com o parlamentar, é corrente em Rondônia com a mistificação de indígenas isolados e não contactados, usados na tentativa de barrar grandes empreendimentos para suprir o estado e o país de energia.

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