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Política

Publicado em Segunda, 23 de Março de 2009 - 16h57

Amorim nega desmatamento e se diz vítima de retaliações

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O deputado federal Ernandes Amorim (PTB-RO) negou hoje ser o proprietário das duas fazendas “Carnaval 70” e “Monte Aurélio”, citadas em inquérito reautuado contra ele pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e se disse vítima de perseguição política em decorrência de sua atuação parlamentar, desde que começou a criticar, em discursos contundentes e periódicos na Câmara, contra a atuação “midiática” e “aterrorizante” do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na Amazônia, e do favorecimento do BNDES ao cartel de frigoríficos.A reautuação como inquérito foi determinada, no dia 20 passado, pelo ministro do STF, Carlos Alberto Menezes Direito, a pedido da Procuradoria Geral da República, que alega que o parlamentar teria desmatado 1,6 mil hectares da floresta, incluindo áreas de Unidades de Conservação, localizadas na margem direita do Rio Machado.

“Eu tenho uma área próxima ao rio Machado, com cerca de 800 hectares, onde antes havia um antigo seringal. Essa área que ainda não quitei, tem mais de 70 anos que têm título definitivo e por lá havia escola e outras benfeitorias. Veja bem, toda essa área está lá bem conservada, a mata ciliar bem protegida, intacta para quem quiser ver e posso provar. Agora existem áreas próximas, algumas invadidas por sem terra, inclusive, que foram desmatadas. Estou à disposição da Justiça para provar o que estou dizendo. Agora me vem essa perseguição, uma reautuação, pois estão usando a PF que nunca me ouviu, para alegar que essas fazendas são minhas. Não vou me intimidar com esse despropósito. Vou continuar minha defesa contra essa postura equivocada do ministro do Meio Ambiente e do Bndes”, disse Amorim, no Aeroporto Internacional Jorge Teixeira, antes de embarcar para Brasília, onde promete, por toda semana, retomar a carga de discursos contra a política “midiática” ambientalista do governo federal.

Amorim reafirmou ser contrário o uso da força policial, como vem sendo utilizada largamente por Minc em suas operações, principalmente em Rondônia, que resulta apenas, segundo ele, em terror no campo, quebradeiras nos municípios, êxodo, e caos social em tempos de crise. “E tudo isso em nome da ministra Dilma Rousself (Casa Civil) e do presidente Lula. Espero que tomem providências, pois nos ensina o ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) que os problemas da Amazônia não podem ser resolvidos com polícia, mas pelos povos amazônidas. Creio que o Minc deve ser uma voz destoante desse governo e está a serviço de onguistas e de sua tresloucada vontade de aparecer”, disse o parlamentar.

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