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Política

Publicado em Terça, 31 de Março de 2009 - 15h25

BARGANHA: SÓ TRÊS VEREADORES NÃO GANHARAM CARGOS COM NOVA ELEIÇÃO DE JOSÉ HERMÍNIO NA CÂMARA

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BARGANHA: SÓ TRÊS VEREADORES NÃO GANHARAM CARGOS COM NOVA ELEIÇÃO DE JOSÉ HERMÍNIO NA CÂMARA
Muita eloqüência, paixão e palavras como moralidade e zelo pelo dinheiro público marcaram o início da nova legislatura da Câmara Municipal de Porto Velho. Os novos e, aparentemente empolgados, vereadores sepultavam naquele momento negociatas, ameaças e troca de ofensas para eleger a Mesa Diretora.Para assumir novo mandato de presidente, o vereador José Hermínio Coelho (PT), não desembolsou um único centavo ou gastou saliva para mostrar o que fez e o que pretendia fazer com mais dois anos no poder. Hermínio usou o simples método de “lotear” a Câmara de Vereadores entre 13 dos 16 vereadores. Passou de líder do segundo poder à condição de rainha da Inglaterra.

Dos 53 cargos de chefia, apenas 19 foram indicados por José Hermínio. Destes, 7 são do próprio Gabinete da Presidência. A maioria dos demais chefes indicados sequer eram funcionários da casa ou têm conhecimentos técnicos para exercer as funções.




Em quantidade de indicações a vereadora Ellis Regina (PC do B), pseuda oposição ao presidente da Câmara e ao prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho (PT), se saiu maior vitoriosa na negociata. Sozinha, abocanhou 7 divisões da Câmara. Na Comissão de Processos de Licitação, Ellis Regina colocou Dulcileide Pereira Guedes, na chefia de Controle Patrimonial e Almoxarifado, Raimundo Nonato F. de Souza, na Divisão da Folha de Pagamento, André Saldanha de Oliveira, na chefia da Divisão de Material, Obras e Serviços, a vereadora lotou Hiroldo Rosendo da Silva. Os três membros da Divisão de Controle Patrimonial e Almoxarifado também são indicação da vereadora. Somados, os salários não passam de R$ 4,5 mil. É o que ganha sozinho o procurador Geral da Câmara, Marcelino Maciel Mazalli Mariano, um dos dois indicados do vereador Marcelo Reis (PV). Resta a dúvida sobre o critério utilizado no “loteamento” da casa de leis da capital rondoniense.



A negociata entre os vereadores para eleger em consenso a Mesa Diretora da casa era controlada por assessores da presidência. Assim que o “negócio” era fechado, o nome do vereador e o cargo negociado iam para uma planilha, feita pelo programa Excel instalado em um dos computadores do gabinete da Presidência. Algumas cópias foram distribuídas para o controle dos próprios vereadores que exigiam “isonomia no rateamento”. O documento acabou vazando.

Os vereadores Jaime Gazola (PV), Ramiro Negreiros (PMDB) e Jean Oliveira (PSDB) ficaram fora das negociações. José Wildes de Brito (PT) também não aparece na relação de cargos. Ele tomou posse como suplente da vereadora eleita Epifânia Barbosa (PT), após a eleição da Mesa Diretora.


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