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Política

Publicado em Sábado, 25 de Abril de 2009 - 12h57

Cassol dará ordem de serviço para a conclusão do Hospital Regional de Cacoal

Decom


O Hospital Regional de Cacoal (HRC) terá suas obras retomadas depois de 18 anos paralisadas. Nesta terça-feira, às 16:30 horas, no Hospital Regional de Cacoal, o governador Ivo Cassol dará ordem de serviço para sua conclusão. “Conseguir passar pelos caminhos legais e levantar o dinheiro necessário para esta construção foi um compromisso assumido pela nossa administração e uma atitude de respeito que o governo tem com a saúde pública. Estamos cumprindo mais uma vez”, disse Ivo Cassol.O HRC foi iniciado em 1991 e suas obras foram paralisadas em 1993 por falta de recursos federais. De 1996 a 1998 as obras foram novamente paralisadas por falta de recursos federais. De 2002 a 2004, devido a irregularidades encontradas, como portas estreitas demais, ventilação aquém do mínimo necessário e outras, o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a suspensão das obras do HRC, pois, por se tratar de obra com recurso federal, o caso foi parar em Brasília e somente com autorização do próprio TCU as obras podiam ser retomadas.

Para resolver o impasse, o governador Ivo Cassol foi à Brasília e explicou ao ministro do TCU, Ubiratan Aguiar, que uma empresa privada assumiria a conclusão do hospital nos termos que o Tribunal estava exigindo e sem nenhum custo aos cofres públicos, estadual ou federal, a termo de compensação ao estado pelos danos ambientais da construção da Usina de Santo Antônio, devidamente autorizado pelo Ibama.

O ministro Aguiar aprovou a idéia, elogiando a iniciativa, e o TCU encaminhou uma autorização especial de continuidade da obra, já que a iniciativa não feria os preceitos legais vigentes, sendo perfeitamente possível num curto espaço de tempo a conclusão e a inauguração do HRC.

Até dezembro de 2008 foram investidos R$ 43 milhões no HRC e, para a conclusão do HRC o Governo do Estado recebeu R$ 30 milhões da Saesa (Santo Antônio Energia S/A – Odebrecht, Furnas e coligadas), referentes à licença ambiental concedida pelo Ministério do Meio Ambiente para saneamento básico da Capital, recurso que foi remanejado para o hospital. E neste mês, durante o encontro do governador com o ministro da Saúde José Gomes Temporão, no Palácio Presidente Vargas, em Porto Velho, foi firmada uma parceria para um investimento de R$ 35 milhões em equipamentos para o HRC. Depois de tantos anos o Hospital Regional de Cacoal vai se tornar uma realidade. “Há dois anos eu prometi renunciar ao meu cargo caso não conseguisse concluir as obras do Hospital Regional de Cacoal e, depois de muito empenho, dedicação e comprometimento da nossa administração as obras serão retomadas e a conclusão da obra está prevista para janeiro de 2010”, concluiu Cassol.

Atendimento em média e alta complexidade

A construção do HRC foi a forma encontrada pelo governador Ivo Cassol para ampliar o atendimento em Saúde no Estado. A meta é que o HRC funcione como o Hospital de Base Ary Pinheiro (HB). O governo de Rondônia oferecerá na unidade 160 leitos e serviços de média e alta complexidade que, atualmente, são disponíveis somente em Porto Velho.

O hospital regional atenderá especialidades como ortopedia, cardiologia, pediatria, neurologia, cirurgia geral, vascular e psiquiatria. Também oferecerá laboratório de patologia clínica, quatro salas cirúrgicas e equipes de profissionais para o atendimento em média e alta complexidade. O HRC vai agregar a demanda de serviços de saúde, das regiões de Ji-Paraná, Jaru, Cacoal, Rolim de Moura e Vilhena.

Rede hospitalar do estado de Rondônia

A rede estadual de saúde é composta por seis hospitais: quatro de grande porte, concentrados na capital, e dois de pequeno porte, um no município de Buritis e outro em Extrema, distrito de Porto Velho. Como as grandes unidades ficam localizadas na região Norte do Estado, a distância causa problemas para os municípios e, principalmente, para os pacientes. Como exemplo, o deslocamento de ambulâncias. Pacientes do sul do estado para serem atendidos precisam viajar mais de 700 quilômetros. Com a regionalização dos serviços as distâncias serão menores e isso minimizará os riscos que os pacientes podem correr, assim como agilizará o atendimento a eles e diminuirá consideravelmente os custos para os municípios e para o próprio estado.

Não haverá redução de valores investidos na saúde da capital

Ao contrário do que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, com duras críticas ao Governo do Estado por parte de sindicatos que desconheciam as negociações com o T.C.U. e as empresas envolvidas na construção das usinas do rio Madeira, não haverá nenhuma redução de valores a serem investidos na saúde da capital, pelo contrário. O Governo do Estado irá financiar os R$ 30 milhões que serão aplicados pelos consórcios na conclusão do Hospital de Cacoal para serem investidos em Porto Velho, na reforma e ampliação do Hospital de Base, Policlínica Osvaldo Cruz e Hospital Infantil Cosme e Damião.

Com estes investimentos e mais as contratações que a Secretaria de Saúde pretende fazer com a realização de um concurso público nos próximos meses para contratar 1.140 profissionais, certamente a saúde dará um grande salto de qualidade no estado: os pacientes do interior poderão se tratar num hospital moderno e equipado, mais próximos de suas casas, e não precisarão enfrentar uma longa jornada até a capital, o que muita vezes só piora o quadro clínico; os pacientes da capital terão hospitais maiores e mais bem equipados para atender os casos de alta complexidade.
Ao confirmar a assinatura da ordem de serviço, que será executada por cinco diferentes empresas, o governador disse que este é mais um dos compromissos de campanha que está sendo cumprido pela sua administração. “Agora só falta a prefeitura da capital construir um hospital de urgência e emergência, que é sua obrigação, para aliviar o sofrimento dos pacientes que buscam atendimento nos hospitais do estado. O Governo do Estado faz atendimento de alta complexidade e também é obrigado a atender os pacientes que são de responsabilidade do município, e isso precisa mudar”, finalizou.

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