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Política

Publicado em Quinta, 05 de Junho de 2008 - 09h16

PREFEITO CASSADO DENUNCIA MANOBRA DE DEPUTADO PARA TOMAR PODER EM JARU; ULISSES TAMBÉM ACUSA VEREADORES DE CORRUPÇÃO

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Quatro dias depois de ser cassado por 7 votos a 3 pela Câmara de Vereadores, o ex-prefeito de Jaru, Ulisses Borges (PR), quebrou o silêncio e resolveu partir para o contra-ataque, denunciando o que considera um “complô” liderado pelo deputado estadual José Amauri (PMDB) junto com um grupo de vereadores, alguns acusados de crime de falsificação de documentos de veículos. O próprio Ulisses fez denúncias graves contra o vereador Carlos Wagner (PR), o Waguinho, que estaria fazendo uma “oposição sem sentido” porque não “pôde se locupletar com recursos públicos” através de contratos com a prefeitura e o emprego de um grande número de parentes. A proximidade das eleições, segundo o ex-prefeito, também contribuiu para o clima de guerra na cidade de Jaru, já que o irmão de Amauri, o ex-deputado João da Muleta, que figura na lista de réus da Operação Dominó, é pré-candidato a prefeito pelo PMDB.“Não me surpreende o posicionamento desse grupo de vereadores. Como tem número suficiente para cassar o meu mandato irão forjar várias CPIs”, acusa Ulisses Borges, lembrando a Câmara que os tribunais existem para corrigir excessos e a injustiça. O ex-prefeito recorda que a relação com a Câmara e a vice-prefeita , que assumiu seu lugar, Stella Mari Martoni (PP), andavam estremecidas há vários meses. Waguinho, relata Ulisses, pediu vistas ao projeto para regularizar a Previdência dos servidores e simplesmente engavetou, não permitindo que a matéria fosse a apreciação do plenário. O resultado é que Jaru ficou sem certidão do INSS, não podendo fazer qualquer operação com outros entes do poder público. Uma outra iniciativa do prefeito também foi engessada pelos vereadores de oposição. Trata-se da formalização de convênio com a Faculdade Unicentro para contratação de mão de obra, reduzindo os custos da folha de pagamento de servidores.
“Não é de hoje que esse Waguinho, junto com o presidente da Câmara, Tonhão, a vereadora Carmem e o vereador Jean, primo do Amauri, estão desestabilizando o município de Jaru”, disse Ulisses. Outros três vereadores, inclusive um do Partido dos Trabalhadores, também estaria no grupo de Carlos Wagner. “Esse vereador (Waguinho) queria que abrisse mão de inúmeras portarias para seus familiares e outros indicados seus. Chegou a pedir que direcionasse licitação para carros pipa para que ele pudesse ganhar”, revelou o ex-prefeito. Ele vai mais além ao dizer que Waguinho responde a processos de falsificação de documentos de veículos, golpe que lesou dezenas de pessoas em Rondônia. Ulisses deve ingressar nesta quarta-feira com Agravo no Tribunal de Justiça contra a decisão do juiz local de Jaru, que negou seu retorno ao cargo através de liminar.

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