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Terça-feira, 6 de março de 2012 - 11:30

Caleidoscópio

O ELEITOR E A PROPAGANDA ENGANOSA

Por: IVONETE GOMES

 O nobre legislador, atento à exploração e abuso a que podem ser submetidos os leigos, tolos e ingênuos consumidores brasileiros, tratou de criminalizar a propaganda enganosa. Quem induz o comprador ao erro ou apresenta serviço com a qualidade que não tem está sujeito a pena de detenção de três meses a um ano e multa. Vê-se que, às vezes, nossos representantes legislam em causas louváveis.

Entretanto, a inépcia e imbecilidade do Artigo 66 do Código do Consumidor advêm do fato de que, nem por analogia, pode-se punir a maior de todas as propagandas enganosas: a intitulada Propaganda Eleitoral Gratuita.

A nós eleitores - consumidores de políticos – o comercial vem quase sempre recheado de inverdades, promessas utópicas e projetos descabidos. O candidato finge ser honesto, preparado e conhecedor do país, estado ou município onde pleiteia a liderança. Nós compramos a idéia com o voto e, em curto prazo, somos afligidos pela cruel realidade de que o produto não tinha a qualidade que prometia.

Ocorre que nesta clara indução ao erro, a punição é para o consumidor e não ao autor da propaganda enganosa. Por vezes, além de ser punido com a falta de educação, saúde e segurança, o eleitor é motivo de escárnio da oposição, que trata de comemorar a queda da máscara do político. Que o diga o senador tucano Alvaro Dias (PSDB-PR) ao vibrar com o sucesso do leilão dos aeroportos brasileiros dando mensagem aos eleitores de Dilma Roussef perfeitamente decodificada desta forma: - lembram quando o PT dizia ser contra as privatizações? Lembram dos debates e programas eleitorais? Eu te disse, não te disse?

Pelas bandas da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, a população em geral está calejada de propaganda enganosa. Mas, por aqui, há um público alvo preferido em toda campanha eleitoral: o servidor público. Muito recente na memória os comerciais de televisão do então candidato Confúcio Moura (PMDB). O médico que entendia de saúde e revolucionaria o setor, o homem bom que jamais aceitaria retaliações e perseguições e não inauguraria nenhuma obra enquanto houvesse paciente no chão do João Paulo II, o ex-militar que entendia os anseios dos policiais, o cidadão culto que trataria os educadores com respeito e faria reposição de todas as perdas salariais. Confúcio afirmava que para Rondônia dinheiro não era problema e que a agrura do povo estava na má administração.

Justiça seja feita, resolver os problemas da saúde em 13 meses seria milagre, reajustar os salários dos Policiais Militares no percentual reivindicado e repor as perdas dos trabalhadores em educação quebraria o Estado. Mas Confúcio prometeu, não prometeu?

O grande problema, caro leitor, é que neste caso dificilmente há êxito na devolução do produto.

 

Clique no vídeo a seguir e relembre essas promessas:




Fonte: Ivonete Gomes

Autor: Ivonete Gomes

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