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Cidades

Acusados de matar Lauanny Hester estão sendo julgados; menina de dois anos morreu por subir em mesa

Terça-feira, 30 Novembro de 2021 - 14:36 | da Redação


Acusados de matar Lauanny Hester estão sendo julgados; menina de dois anos morreu por subir em mesa

William Monteiro da Silva, e Ingrid Bernadino, estão sendo julgados nesta terça-feira (30), no Tribunal do Júri do município de Ariquemes. Os dois são acusados de torturar e matar Lauanny Hester, de 2 anos, em setembro de 2019. A avó paterna da criança, Suely dos Santos Monteiro, também está sendo julgada.

O julgamento de William, pai da vítima, e Ingrid, que era madrasta da criança, começou às 9h40 da manhã. Quatro homens e três mulheres compõe o Júri.

O delegado Rodrigo Camargo, que esteve à frente do caso e iniciou as investigações, foi o primeiro a ser ouvido pelo juiz, como testemunha de acusação.

Os dois réus estão presos desde o dia em que a criança foi encontrada morta na varanda residência do casal.

O casal responde também por outros fatos que envolvem tortura e agressão à criança.

O crime

A criança foi encontrada morta na manhã do dia 21 de setembro de 2019. Ela foi espancada até a morte pelo próprio pai e madrasta.

No dia do crime, vizinhos do casal ouviram o barulho das agressões e acionaram o Samu. Quando a equipe chegou, Lauanny já estava sem vida.

Eles ainda tentaram reanimar a criança, mas sem sucesso. Lauanny teve múltiplas fraturas pelo corpo.

Minutos depois de praticarem o crime e fugirem, pai e madrasta da vítima foram localizados e presos em flagrante perto de uma prainha do Rio Jamari, em Ariquemes.

Os dois carregavam um bebê de 5 meses, filho do casal.

Durante as investigações, os dois acabaram confessando agrediram a menina por duas vezes.

Segundo relatos do casal, Lauanny foi agredida por ter subido em uma mesa, rasgado o saco de farinha, quebrado objetos e feito sujeiras. Os dois disseram que as agressões foram para corrigir a criança.

Com o avanço das investigações, a avó da criança Suely dos Santos, teve a prisão preventiva decretada pela justiça. Ela tinha a guarda da menina e estava proibida de entregar para o pai.

Para os investigadores, Suely poderia ser responsabilizada pela morte da criança por abandono de incapaz, já que ela entregou a neta para o pai sem a autorização da justiça.

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