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Cidades

Publicado em Quarta, 05 de Outubro de 2016 - 10h35

Casos de hepatite B e sífilis aumentam em Ouro Preto do Oeste

Da redação


Casos de hepatite B e sífilis aumentam em Ouro Preto do Oeste
No primeiro quadrimestre deste ano, foram registrados oito casos de hepatite B e aumento nos caos de sífilis entre homens e mulheres. Segundo médicos, isso demonstra que as pessoas não estão se protegendo de doenças sexualmente transmissíveis durante as relações sexuais.

O número de pessoas com HIV/Aids na cidade é alto, mas está controlado. Os dados do aumento no índice de doenças sexualmente transmissíveis foram revelados durante a segunda audiência pública realizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), no auditório da Câmara Municipal, na última sexta-feira, 30 de setembro.

Na Divisão de Epidemiologia da secretaria, a maior preocupação é com pacientes que estão sendo diagnosticados com hepatite B. No último quadrimestre surgiram oito casos novos no município que foram notificados e diagnosticados com exames laboratoriais, e os pacientes já iniciaram tratamento.

Nos casos de sífilis, em Ouro Preto do Oeste, também houve aumento. Os casos foram verificadas durante o pré-natal em mulheres que contraíram a doença e não sabiam que eram portadoras.

O enfermeiro Roberto Gibin, responsável pela Divisão de Epidemiologia da Semsau alerta que a hepatite B é uma doença silenciosa e por isso as pessoas devem ficar atentas aos cuidados que devem ser tomados, já que ficou comprovado que a doença está circulando na cidade. “A hepatite B é transmitida através do ato sexual ou pelo beijo, caso a pessoa tenha uma lesão na boca. A hepatite B é uma doença que ela é sexualmente transmissível, e a população está deixando o cuidado de lado. Geralmente quando se fala em doenças transmissíveis vem à cabeça a Aids. A Aids a gente tem um número bem elevado, mas está controlado. Agora a hepatite b tem crescido bastante”, revela o profissional.

Normalmente quando a pessoa apresenta os sintomas de hepatite B ela já está há algum tempo com a doença, e o primeiro sintoma é a Icterícia, quando a pessoa começa a ficar amarela, sentir dores abdominais, mas para ter a certeza é preciso fazer o exame. “A gente tem feito buscas junto aos pacientes que dão positivo, procura os parceiros que teve contato sexual, mulheres e filhos dos doentes que têm contato mais prolongado em casa pra poder fazer o diagnóstico e a quebra da cadeia de transmissão”, diz Gibin.

O diagnostico de sífilis congênita em mulheres durante o pré-natal é outra grande preocupação das autoridades de saúde pública do município, porque mesmo a paciente fazendo o tratamento o bebê pode nascer com sérias complicações como cegueira, problemas de retardo mental e outras sequelas como até mesmo a falta de membros do corpo, uma perna ou braço. O enfermeiro Roberto Gibin destaca a importância do pré-natal para que o acompanhamento seja feito, e a paciente receba o tratamento necessário.

A forma de atuação da equipe de epidemiologia do município tem sido elogiada peãs autoridades de saúde do estado, e é importante que as pessoas recebam bem o agente comunitário de saúde e de endemias para que as doenças possam ser identificadas e diagnosticadas.

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