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Cidades

Publicado em Quarta, 06 de Abril de 2016 - 21h51

Em Vilhena, pacientes com suspeita de H1N1 aguardam resultados

Da Redacao


Depois dos casos de zika vírus em Vilhena, com vários confirmações, a nova preocupação é com H1N1.

Segundo o Ministério da Saúde 11 estados já registraram casos com 46 mortes. Os casos mais graves foram anunciados no Estado de São Paulo, 260 casos confirmados e 38 mortes, atribuídos ao vírus influenza A.

Em Vilhena de acordo com o médico e coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar-CCIH, Jânio Marques, a situação é muito diferente de São Paulo. Ainda não há nenhum caso confirmado. “Temos 8 casos suspeitos, mas não há confirmação que realmente sejam H1N1. Enquanto os resultados dos exames encaminhados para laboratório em São Paulo no Adolfo Lutz, não retornarem são apenas notificações e suspeitas e mais uma vez tranquilizo a população que não há casos confirmados. Duas dessas oito suspeitas, vieram a óbito, uma mulher de 26 anos, e um homem de 45 anos, ambos de Vilhena, e bom salientar que dois tinham outras com patologias”.

Janio expôs que todas as 8 pessoas que estão com suspeita, residem em Vilhena, e suas as amostram foram recolhidas para realização do exame que detecta se realmente elas estão com H1N1. Esse exame é feito fora do Estado, vai para São Paulo, no Adolfo Lutes.

Atualmente 6 pessoas com suspeita de H1N1, estão internadas no Hospital Admastor Teixeira, o diretor do HR Faiçal Akkari, explicou que todas as medidas relacionadas ao protocolo de tratamento de Influenza, já foram providenciados, uma das pacientes com suspeita está internada na Unidade de Terapia Intensiva- UTI, e os outros pacientes com suspeita estão isolados do restante dos pacientes do HR.

É bom destacar que a influenza está presente durante ano inteiro, mais no período de inverno o número de casos aumenta em todo país.

Vacinação contra H1N1 na rede pública

A vacinação deve ser anual, de acordo com os infectologistas e o próprio MS, a vacina é atualizada todos os anos para adequa-la aos vírus circulantes na estação, por isso, quem foi imunizado o ano passado, precisa sim tomar a dose desse ano. A vacina na rede pública é trivalente e protegem contra os vírus H1N1, H3N2, e tipo B.

 A vacinação contra a influenza começa em Vilhena começará dia 30 de abril e vai até 20 maio, em todas as Unidades Básicas de Saúde.  O Ministério da Saúde disponibiliza vacina contra a H1N1, para os seguintes grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes em qualquer idade gestacional,, idosos acima 60 anos,profissionais da saúde, povos indígenas, população carcerária,e funcionários do sistema prisional,,portadores de doenças crônicas, Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias),com laudo ou pedido atual do médico.

Sintomas

Os sintomas da H1N1 são bem semelhantes aos sintomas de uma gripe comum são: tosse seca, febre alta em geral acima de 38º C, dor de cabeça, cansaço, dores no corpo e dificuldades respiratórias. Uma vez transmitido o vírus os sintomas levam de três a sete dias para se manifestar.

Tratamento

O tratamento da doença é feito a parti do uso de medicamentos antivirais. Caso a H1N1 não for combatida corretamente ela pode trazer complicações respiratórias e levar até a morte.

Em Vilhena o doutor Janio e Faiçal diretor do HR garantiram que Vilhena já está se precavendo, já temos no HR um estoque (Tamiflu) na farmácia do hospital.

Prevenções e orientações

Quem estiver gripado a orientação é evitar locais de grandes aglomerações. Abrir bem as janelas. Colocar a mão na boca ao espirrar ou tossir. Lavar bem as mãos com sabão e se possível sempre em seguida usar álcool gel. O Jânio alertou que o tratamento deve ser de acordo com o médico, as pessoas não devem se automedicar.

Nos casos confirmados de H1N1 o médico prescreve um tratamento sintomático, com antivirais. Para os casos mais agravados o médico administrará o Tamiflu, para casos recomendados apenas pelo profissional. “Não façam uso de medicamento sem necessidade”, frisou o coordenador da CCIH.

Vacinação na rede particular

Em 2015 no município de Vilhena algumas farmácias compraram a vacina para revender, o Rondoniagora realizou uma pesquisa em diversas farmácias na cidade e praticamente todas elas confirmaram que não terão a vacina da gripe para vender esse ano.

No ano passado muitos vilhenenses conseguiram adquirir a vacina da gripe com preço mais acessível no SESI -Serviço Social da Industria. Conforme informações do próprio SESI foram 1.800 doses administradas. Esse ano o SESI declarou que haverá doses a principio apenas para os trabalhadores da indústria.  


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/cidades/em-vilhena-pacientes-com-suspeita-de-h1n1-aguardam-resultados)
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