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Cidades

Índios são indiciados por canibalismo em aldeia do Amazonas

Sexta-feira, 06 Fevereiro de 2009 - 15:55 | TERRA


A Polícia Civil indiciou os índios da etnia Kulina conhecidos como Antônio Dedé, Socorro, Todomar e Macaquinho. Eles são acusados de matar e esquartejar Océlio Alves de Carvalho, 21 anos, há três dias no município de Envira (AM) a 1.215 km de Manaus, na aldeia Cacau. Além de esquartejar, os quatro indígenas ainda são acusados de terem comido parte das vísceras da vítima em um ritual de canibalismo.

Na região, o posto mais próximo da Fundação Nacional do Índio (Funai) está no município de Eirunepé (AM), que fica dois dias de viagem de barco até Envira. O administrador da Funai no Amazonas, Edgard Rodrigues, informou nesta sexta-feira que acionou o funcionário do órgão em Eirunepé para se deslocar ao município onde ocorreu o crime.

"Ele tinha saído para conduzir o gado na estrada, se encontrou com os índios e foi pra aldeia. E não mais voltou", disse o delegado. A notícia do crime teria sido anunciada pelos próprios índios, que passaram a comentar com os moradores da aldeia, onde moram cerca de 190 famílias kulina.

Na região, o posto mais próximo da Fundação Nacional do Índio (Funai) está no município de Eirunepé (AM), que fica dois dias de viagem de barco até Envira. O administrador da Funai no Amazonas, Edgard Rodrigues, informou nesta sexta-feira que acionou o funcionário do órgão em Eirunepé para se deslocar ao município onde ocorreu o crime.

"A princípio, vamos fazer um trabalho de caráter indigenista para fazer o diagnóstico da situação. Se houver a necessidade, vamos pedir força policial federal", disse o administrador.

Pelas informações dadas por policiais de plantão na delegacia de Envira, um grupo de índios se mantém na frente do prédio onde se encontra preso o índio Macaquinho, único que foi detido.

O prefeito de Envira, Rômulo Matos, disse que este é mais um caso relacionado ao alto índice de alcoolismo dentro da comunidade indígena Cacau, que fica a 4 km da sede do município.

"Isso tem trazido muita preocupação para nós, porque não há uma representação da Funai na cidade", disse Rômulo Matos. "Já fizemos várias denúncias e nada foi feito pelas autoridades.".

Envira fica na divisa do Amazonas com o Acre. Só há acesso regular ao município por barco. De avião, somente indo a Rio Branco (AC) ou Eirunepé (AM) e fretando uma aeronave. Rondoniagora.com

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