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Cidades

Publicado em Quinta, 06 de Março de 2008 - 11h08

Secretaria Municipal de Ação Social de Ouro Preto executa programa Sentinela

Ronilvaldo Moreira


A SEMAS (Secretaria Municipal de Ação Social) da prefeitura de Ouro Preto está desenvolvendo o projeto Sentinela oferecendo acompanhamento psicológico e proteção a crianças vítimas de violência e abuso sexual. A psicóloga da SEMAS dá dicas para que os pais detectem este problema na vida dos filhos.Segundo Lílian Gusmão, psicóloga da SEMAS de Ouro Preto, o Sentinela atualmente está atendendo a 26 vítimas da violência na cidade. O Sentinela é um programa do governo Federal implantado nos municípios oferecendo um conjunto de procedimentos técnicos especializados para atendimento e proteção imediata às crianças e aos adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual, bem como seus familiares, proporcionando-lhes condições para o fortalecimento da auto–estima, superação da situação de violação de direitos e reparação da violência vivida.

O objetivo do Programa é contribuir para a promoção, defesa e garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas de violência, abuso ou exploração sexual, buscando: identificar o fenômeno e riscos decorrentes; prevenindo o agravamento da situação promovendo a interrupção do ciclo de violência. O programa também contribui para a devida responsabilização dos autores da agressão ou exploração, favorecendo a superação da situação de violação de direitos, a reparação da violência vivida, o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, a potencialização da autonomia e o resgate da dignidade.

COMO EVITAR O PROBLEMA
Segundo Lílian Gusmão o problema da violência já foi inserida na cultura e precisa ser mudado: “nós vivemos em uma sociedade que tem uma cultura de violência, a cultura do bater. Isso é contínuo desde um tapa até um caso de espancamento”, lamentou a psicóloga.

Lílian explica que ainda pior que a violência física, é a violência psicológica que é difícil de ser detectada: “a violência psicológica é a mais difícil de ser detectada, pois, as marcas deixadas ficam no inconsciente destas crianças”, avaliou.

A psicóloga orienta aos pais que sejam mais cautelosos com as palavras na hora de corrigir os filhos. Para ela a agressão psicológica é praticada, em sua maioria, pelos pais: “muitas vezes os pais são os principais culpados disto dizendo aos filhos: você é burro, você não é capaz. Isso deixa seqüelas”, adverte Lilian

Outro tipo de violência comentado pela psicóloga é a sexual. Lílian explica que na maioria dos casos a violência sexual é praticada dentro de casa, e dá dicas aos pais para constatarem o problema: “os pais podem sim detectar a violência sexual que são duas: abuso e exploração. Se a crianças está preferindo o isolamento na escola, em casa, é bom ficar de olho. É preciso observar se as crianças estão tendo corrimentos vaginais, e descobrir a origem disto”, orienta a psicóloga.


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