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Eleições

Publicado em Terça, 26 de Outubro de 2010 - 16h57

GRUPO DO PMDB, LIDERADO POR RAUPP, VENDEU RONDÔNIA POR R$ 11 MILHÕES; DURANTE CAMPANHA, SECRETARIAS SÃO LOTEADAS ENTRE ALIADOS E SENADOR DIZ QUE PASSADO NÃO FOI TÃO RUIM

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Se o eleitor rondoniense olhar o passado para decidir seu voto, o grupo do PMDB, hoje liderado pelo ex-prefeito Confúcio Moura, dificilmente ganha as eleições no próximo domingo. Documento em poder da imprensa comprova um poderoso esquema perpetrado pelo ex-governador e atual senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que, em nome das alianças e do poder, vendeu o Estado de Rondônia por R$ 11 milhões e loteou secretarias, diretorias e cargos de segundo escalão, antes mesmo da vitória, quando ele foi candidato a governador.  O mais grave é que o imoral “TERMO DE COMPROMISSO – DESPESA DE CAMPANHA”, nome dado ao acordão, foi registrado em Cartório com as assinaturas do senador Valdir Raupp, ex-deputado Chagas Neto, o ex-presidente da Emdur, João Bosco de Oliveira de Almeida, e os demais envolvidos. (VEJA OS DOCUMENTOS AO FINAL) A tabeliã Helena Carvajal reconheceu a assinatura de todos. “O passado não foi tão ruim assim”, disse Raupp em entrevista ao RONDONIAGORA, na quinta-feira passada, irritando-se quando perguntado sobre a venda da Ceron, Beron e os saques indevidos no FGTS de um grupo de servidores, operações realizadas pelas mesmas pessoas que estão ao lado de Confúcio Moura e que pregam a chamada “Nova Rondônia”.

Quem não conhece o passado do Estado e desconhece o teor do TERMO DE COMPROMISSO – DESPESA DE CAMPANHA, não acredita que o homem que mais defende o candidato do PMDB, Confúcio Moura, foi capaz de negociar Rondônia inteira para chegar a ser governador. Valdir Raupp assinou, registrou em Cartório a promessa de dividir os cargos de maior importância e direcionar licitações para contemplar com obras as empreiteiras por onde passaria o duto do dinheiro roubado para saldar as dívidas de campanha. Segundo o acordão, considerando o elevado custo de campanha da coligação “A Vontade do Povo” no primeiro turno, a coordenação de campanha foi obrigada a procurar meios para resgatar dívidas contraídas no processo eleitoral. Por isso, Raupp, Chagas Neto, Marco Gomes Pires, Olavo Pires Neto e Emerson Olavo Serpa Pires se comprometeram a saldar um débito existente com os fornecedores, aliados e colaboradores de campanha.

No segundo momento, já prevendo mais gastos para vencer o Governo, Raupp entende que é necessário tomar providências assim que assumir o Estado. Primeiro direcionar licitação e contratar nos primeiros três meses de Governo obras de saneamento e terraplanagem com as empresas EGO EMPRESA GERAL DE OBRAS S/A; MCC MADEIRAS COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA, LOQUIP S/A CONSTRUÇÕES E COMÉRCIO e outras empresas indicadas pela família do ex-senador Olavo Pires.  E veja a audácia do documento subscrito por Raupp e seus aliados: “FICA ESTIPULADO NESTA DATA O VALOR DE 3 BILHÕES DE CRUZEIROS (11 MILHÕES DE REAIS) EM OBRAS DEVENDO ESTE VALOR SER ACRESCIDO DA DEVIDA CORREÇÃO”. Ou seja, além de vender o Estado, Raupp e seus amigos do PMDB tiveram a decência de corrigir o dinheiro para não haver prejuízo para as partes envolvidas.

FESTA DE SECRETARIAS E CARGOS

Não satisfeitos em autorizar o direcionamento de licitações, o grupo liderado por Valdir Raupp também se comprometeu em Cartório a indicar várias secretarias, diretorias e cargos comissionados para garantir o apoio necessário a vitória.  A Secretaria de Planejamento (Seplan), com sua titularidade, adjunto e demais cargos de confiança é a primeira da lista da negociata. Depois aparece a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), também compreendendo todos cargos; a Secretaria de Segurança Pública (titular, adjunto e demais cargos de confiança); Companhia de Água e Esgotos (Caerd); Companhia de Habitação (Cohab); Empresa de Navegação (Enaro); Companhia de Mineração; Companhia de Armazenamento Geral (Cagero); Procuradoria Geral do Estado; Auditoria Geral do Estado; Departamento de Estradas de Rodagens (DER); e outros 38 CDS (Cargos de Direcionamento Superior) espalhados pela administração estadual.

BERON TAMBÉM FOI NEGOCIADO

O ex-governador e senador Valdir Raupp, responsável pela quebra do Banco do Estado de Rondônia (Beron), já havia prometido se livrar da estatal anos antes de assumir o Governo. Na Letra F do Item 4 do TERMO DE COMPROMISSO, Raupp negociou a presidência, todas as diretorias, cargos de confiança, inclusive do interior, bem como seu respectivo Conselho de Administração. O ex-governador e atual senador não quis nem tomar conhecimento da situação do banco. Pelo contrário, foi logo negociando, resultando, no futuro próximo àquele, na completa destruição da instituição. Hoje Rondônia paga R$12 milhões por mês ao Banco Central pelas dívidas contraídas pelo grupo do PMDB liderado por Raupp.

E o acordo foi selado da seguinte forma: “Os signatários do presente documento, de um lado o candidato a governador e vice-governador, respectivamente os srs. Valdir Raupp e Leônidas Rachid, e do outro os senhores Olavo Pires Gomes Neto, Emerson Serpa Pires, Marco Emílio Gomes Pires,deputado federal Chagas Neto e João Bosco de Oliveira de Almeida, comprometem-se a honrar, sob todos os aspectos,o fiel cumprimento deste acordo até o final do mandato do governador Valdir Raupp e seu respectivo vice-governador.

AS ALIANÇAS ESPÚRIAS DO PMDB DE HOJE

O relato acima, devidamente comprovado com documentos da época, provam que os aliados do PMDB  não passam de acordos firmados com o objetivo de chegar a vitória a qualquer custo. Das celas da Polícia Federal, o principal deles é o ex-deputado Carlão de Oliveira (sem partido), condenado a mais de 50 anos de cadeia, por corrupção, desvio de recursos públicos, concussão, porte ilegal de arma, entre outras acusações aceitas pela Justiça de Rondônia. Carlão, considerado eterno deputado” por Confúcio Moura (ele mesmo disse isso no comício em Alta Floresta), virou um dos principais conselheiros da campanha do PMDB.

Outro grande aliado do PMDB é o ex-senador, cassado por compra de votos, Expedito Junior. Ele é outro que pensou e executou um esquema de compra de votos junto à sua empresa Rocha Vigilância para contemplar vigilantes com R$ 100,00 (depositados em conta bancária) para votar nele e sua esposa, Val Ferreira, que disputou a Câmara Federal. Essa história foi contada várias vezes pelo jornal Diário da Amazônia, cujo proprietário é o senador Acir Gurgacz (PDT), que indiciou seu tio, Airton Gurgacz, para a chapa do PMDB. Agora, Expedito é bem vindo, não é mais chamado de comprador de votos pela família Gurgacz. Em nome da vitória e do poder a qualquer custo, qualquer aliado, ficha-suja, corrupto ou não, é bem vindo. Essa foi e é a forma do PMDB para conquistar o Governo. VEJA OS DOCUMENTOS A SEGUIR:


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/eleicoes/grupo-do-pmdb-liderado-por-raupp-vendeu-rondonia-por-r-11-milhoes-durante-campanha-secretarias-sao-loteadas-entre-aliados-e-senador-diz-que-passado-nao-foi-tao-ruim)
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