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Geral

Publicado em Sábado, 23 de Janeiro de 2010 - 14h12

A reportagem que quase se transforma em pesadelo

Walmir Miranda


É fato que a sociedade rondoniense não pode prescindir do trabalho importante de suas corporações de segurança, quais sejam, polícia civil, polícia militar e corpo de bombeiro militar, bem como de outros entes que atuam, conjuntamente, com os órgãos responsáveis pela segurança pública estadual.

Em assim sendo, cabe a imprensa, à medida do possível cobrir o trabalho dos integrantes dessas corporações, cuja indispensabilidade à proteção da sociedade produtiva é estabelecida na própria Constituição Federal.

Também é importante considerar e reconhecer que o trabalho da polícia no combate a criminalidade é algo arriscado, estafante e, por vezes, não muito divulgado pelos órgãos de comunicação (rádio, televisão, jornal e mídia eletrônica sites). E ainda que, em muitas oportunidades os criminosos levam a melhor contra os policiais, inclusive, tirando-lhes à vida e enlutando às suas famílias.

Por isso, toda a sociedade sabe do valor e da importância do trabalho das corporações de segurança em Rondônia e em qualquer outra unidade da República Federativa do País. Nada obsta contra isso.
Porém, às vezes, situações paradoxais são vivenciadas entre policiais em ação (cumprindo o seu dever de combater permanentemente os marginais), e os profissionais de imprensa, que também correm os seus riscos ao tentarem acompanhar de perto o trabalho da polícia. E muitas vezes, além dos marginais, a polícia também prende jornalistas em pleno cumprimento de suas atividades profissionais, sob o pretexto de “desacato à autoridade”.

Foi exatamente isso que vivenciamos na manhã desta sábado (23/01), quando por volta das 11:00 horas, juntamente com os colegas Eliânio Nascimento e Juliana Martins, tentamos acompanhar a ocorrência de roubo às dependências da fábrica de sorvetes Dullin, situada à Rua Júlio de Castilho, Bairro Olaria, onde a Polícia Militar prendeu quatro assaltantes em flagrante, um dos quais estava com escoriações e um outro teria sido baleado e já estaria sendo atendido no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II.

No local, enquanto buscávamos outras informações, de repente, surge uma situação inusitada: um policial dá voz de prisão a colega Juliana Martins, acusando-a de “desacato à autoridade”, pois lhe teria sido assacado um palavrão.

Pronto: o nosso dia estava “enegrecido”, o nosso trabalho estava sendo duramente atingido, justamente quando procurávamos mostrar para a sociedade o esforço da PM no combate a criminalidade, e sobre modo, para mostrar que os marginais não poderão jamais oprimir a população com as suas maldades, posto que, a corporação está no encalço deles e os colocando atrás das grades. E isso de fato aconteceu.

Mas ficou a dor de ver uma jornalista conhecida e trabalhadora ser conduzida para a Central de Policia, de onde só saiu após assinar um Termo Circunstanciado sobre os fatos e, principalmente saber que fora acusada de ter cometido “DESACATO A AUTORIDADE POLICIAL”, ou seja, ter assacado um palavrão contra um soldado da nossa briosa Polícia Militar.

Esse paradoxo ainda estar na nossa cabeça, porém, cremos que a verdade haverá de ser estabelecida... Ainda que em juízo, se não restar outra alternativa legal e eficaz.

Pior nessa história é que, parece que a Imprensa não quer o êxito do trabalho da Polícia Militar contra a criminalidade. Isso não é verdade. Nem nunca será.

Mas é preciso que, situações como essa sejam, a medida do possível, evitadas.

Mesmo assim resta dizer a opinião pública que, não será por fatos isolados como esse, que nós do RONDONIAGORA iremos deixar de reconhecer o trabalho das corporações de segurança do Estado de Rondônia.

Até porque, tanto a imprensa, quanto a Polícia Militar são instituições permanentes no seio da sociedade. E isso ninguém poderá negar ou evitar.

Que esse fato, portanto, apenas venha a servir de exemplo e de aprendizagem...

Rondoniagora.com





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