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Publicado em Segunda, 18 de Fevereiro de 2008 - 18h18

ACIONISTAS DA CEBEL SOFREM GRANDES PREJUÍZOS DEPOIS DO ACIDENTE CAUSADO PELA CONSTRUTORA SCHAHIN

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ACIONISTAS DA CEBEL SOFREM GRANDES PREJUÍZOS DEPOIS DO ACIDENTE CAUSADO PELA CONSTRUTORA SCHAHIN
Com ações em baixa na Bolsa de Valores de São Paulo desde o incidente com a queda da barragem no Rio Apertadinho em Vilhena, os acionistas das Centrais Elétricas Belém (Cebel) contabilizam os prejuízos com o projeto executado pela empreiteira SCHAHIN. Recentemente, a estatal Furnas rompeu um contrato de R$ 400 milhões, segundo dados da revista IstoÉ, com essa empresa em razão da péssima qualidade dos serviços de construção de barragens no Estado de Rondônia. A obra realizado para a Cebel é uma delas.Segundo os primeiros levantamentos técnicos, a SCHAHIN realizou um serviço temerário na PCH Apertadinho porque não obedeceu vários critérios, segundo especialistas da área. Nas fotos aéreas e nos dados de satélites, é fácil perceber a falta de cuidado com a compactação do solo e a construção sobre terreno arenoso. Na parte de trás da barragem, a empreiteira usou areia fina e suja ao invés de argila compactada. Não houve limpeza dos canais, que é feito através de escavações na fundação. Hoje, existem normas padrões copiadas de outros países para garantir o máximo de segurança para as pessoas envolvidas na obra e também ao meio ambiente, seriamente afetado com o acidente. Na PCH Apertadinho, a Schain não construiu a chamada “cortina” de concreto para vedar qualquer saída de água. “É igual a um prédio. É necessário fazer a fundação com pilares para sustentar a estrutura. Na PCH, não houve esse trabalho, mas tão somente em cima de território arenoso e sem compactação”, explicou um especialista da área.
Os acionistas da Cebel foram os maiores prejudicados com a destruição da barragem da PCH Apertadinho. “Tem gente que passou a vida inteira economizando para investir na bolsa e acabou perdendo por causa da irresponsabilidade de terceiros”, disse um dos investidores da Cebel.
Por outro lado, além da parte técnica, a Schain também enfrenta problemas com o Poder Judiciário. Ela é citada no relatório final da CPI dos Correios, como partícipe do esquema envolvendo o empresário Marcos Valério. Em 2005, o senador Álvaro Dias, segundo o noticiário do UOL, apresentou documento que, segundo ele, provariam as ligações entre a corretora Bônus Banval e a RS Administração e Construção como beneficiárias de recursos do Banco Santos. Foram no total repassados R$ 260 milhões. O parlamentar citou ainda que a Schain teria recebido também R$ 10 milhões da corretora PDR. E outros R$ 300 mil de uma empresa, investigada pela CPI como repassadora de recursos a Marcos Valério.
Recentemente, a SCHAHIN uniu-se a Gautama para concorrer no leilão da Usina de Santo Antônio, no Madeira. A Gautama está envolvida em esquemas de corrupção denunciados pela Operação Navalha, da Polícia Federal. Segundo as acusações, a Gautama contava com importante intermediário dentro do Ministério de Minas e Energia (MME) para atuar em seu favor nos processos de concorrência e liberação de recursos.

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