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Publicado em Quinta, 15 de Outubro de 2020 - 09h30

Amazônia+21: Painel aborda busca por desenvolvimento sustentável das cidades

da Assessoria


Amazônia+21: Painel aborda busca por desenvolvimento sustentável das cidades

A vida nas cidades amazônicas e oportunidades de negócios sustentáveis foram debatidos nesta quarta-feira (14) no terceiro e último painel dos debates prévios que antecedem o Fórum Mundial Amazônia+21, marcado para 4,5 e 6 de novembro. O evento vai acontecer de forma virtual, gratuito e com tradução simultânea para o inglês e espanhol. Para participar, inscreva-se aqui.

Para aprofundar o tema das cidades, o painel foi desdobrado em dois diálogos. O primeiro abordando “Cidades e Desenvolvimento Sustentável”, foi moderado pelo gerente de Relações Institucionais do Iclei América do Sul, Rodrigo Corradi, e contou com a participação do diretor regional da ONU-Habitat para América Latina e do Caribe, Elkin Velásquez, da diretora regional do Programa de Segurança Energética e Mudanças Climáticas da Fundação Konrad Adenauer, Nicole Stopfer e prefeitos da região.

A prefeita de Boa Vista, Teresa Surita apresentou projeto de sustentabilidade de energia através de investimentos em energia fotovoltaica. “Nossa capital é a única que não é interligada ao sistema nacional de energia elétrica. E preocupados com poluição, focamos no investimento em placas solares, pois a região nos permite”, contou.

O primeiro projeto foi desenvolvido na comunidade indígena Darora, com aproximadamente 50 famílias. Como foi uma experiência de sucesso, foram construídas mais cinco usinas solares, que atendem diversos órgãos públicos, como a prefeitura, secretarias municipais, mercado municipal e pontos de ônibus climatizados.
“Até o final do ano entregaremos mais uma usina, que, somada às já concluídas, representará uma economia de R$ 5 milhões/ano, a preservação de 245.629 árvores, abastecimento de mais de 9 mil residências e diminuição de 7,5 milhões em emissão de gás carbono”, disse a prefeita.

O diretor regional da ONU-Habitat para América Latina e Caribe, Elkin Velásquez, disse que é necessário avançar na agenda da sustentabilidade e englobar a região no chamado bloco da panamazônia, e assim chamar a atenção dos governos para a importância da sustentabilidade e do desenvolvimento, não só das cidades, mas também nas regiões que ainda estão isoladas.

A coordenadora de projetos do Programa Regional de Segurança Energética e Mudança Climática (Ekla) da Fundação Konrad Adenauer, Anuzca Soares, também abordou a situação amazônica sob um prisma das mudanças climáticas e de que forma isso pode ser trabalhado para promover o desenvolvimento sustentável, mantendo a floresta de pé e fomentando a bioeconomia.

Perspectivas da urbanidade

O segundo bloco, com o tema “Desenvolvimento Urbano Sustentável”, teve as presenças do pesquisador da Consultoria Way Carbon, Sérgio Margulis; do secretário executivo da Frente Nacional de Prefeitos, Gilberto Perre; dos prefeitos de Macapá, Clécio Vieira, e de Porto Velho, Hildon Chaves.

O prefeito de Macapá, Clécio Vieira, enalteceu o evento. Segundo ele, o fórum propõe pontos convergentes para preservação e desenvolvimento. Também disse que dentro da Amazônia existe várias “amazônias”, cada região com sua particularidade. “O importante é encontrar alternativas para esta agenda, reunindo o setor público, sociedade organizada, academia, empresários, e promover a discussão para encontrar as melhores saídas”, frisou.

Hildon Chaves, prefeito de Porto Velho, corroborou as palavras de Clécio Vieira. Ele acrescentando que um dos gargalos para o desenvolvimento da região amazônica é a regularização fundiária. “Porto Velho tem grandes áreas que não estão regularizadas e isso inviabiliza principalmente a abertura de crédito para os produtores locais”, disse.

Sergio Margulis disse que não existe proteção possível para o bioma que não passe pelo desenvolvimento da região. No entanto, existem áreas que já são fechadas e protegidas. “Mas esta não é a receita geral”, disse. Segundo ele, a motivação do Fórum de Cidades Panamazônicas é a junção dessas perspectivas: a proteção da floresta e a melhoria da qualidade de vida da população amazônica urbana.

Gilberto Perre ressaltou que já houve outros eventos em que a sustentabilidade foi o foco de discussões. “Hoje a Amazônia tem uma voz cada vez mais forte. Deixo uma sugestão, que é a criação de uma rede entre as cidades, com foco multidisciplinar, reunindo secretarias de planejamento, meio ambiente e educação para promover uma troca de experiências e competências, e deixar essa rede fortalecida”.

Victor Ferraz, do Iclei, falou sobre a importância da preservação da biodiversidade dentro de um contexto econômico não só para o Brasil, mas para outros países. “O Brasil é país com a maior biodiversidade do mundo, mas não é só aqui que devemos ter o cuidado da preservação”, comentou.

Também apresentou alguns projetos desenvolvidos pelo Iclei que traçam estratégias para manter a biodiversidade e o ecossistema.

Ao final, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), Marcelo Thomé lembrou que o tema Cidades voltará a ser pauta do fórum, nos próximos dias 4, 5 e 6 de novembro, e convidou a todos a participarem do grande debate.

Sobre o Fórum

O Amazônia+21 é um fórum internacional permanente de diálogos, que busca fortalecer uma identidade cultural e econômica, com novos modelos de desenvolvimento regional sustentável para a região amazônica. A ação envolve os governos, o setor produtivo, academia, sociedade civil organizada e fomento. A ideia é que o fórum seja realizado a cada dois anos.

É esperada a participação de cientistas, pesquisadores, especialistas, empresários, empreendedores, investidores, órgãos de fomento, governantes e chefes de Estado. Mais informações no site do Amazônia+21.

O evento se dará de forma virtual e tem como propósito encontrar as melhores soluções para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. É promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), em conjunto com a Prefeitura de Porto Velho, através da ADPVH, com correalização da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL).


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