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Publicado em Quinta, 11 de Janeiro de 2018 - 14h32

Após morte de paciente, Cremero diz que abriu sindicância para apurar denúncia contra médico

da Redação


 Após morte de paciente, Cremero diz que abriu sindicância para apurar denúncia contra médicoMédico Andrei Leonardo Freitas de Oliveira é presidente do Cremero

O Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero) afirma que já começou a apurar as eventuais responsabilidades da morte da paciente Rosineide Basan, ocorrida na noite da última terça-feira (9), na Policlínica José Adelino, no Bairro Ulisses Guimarães em Porto Velho. A dona de casa procurou atendimento, mas sofreu um infarto e morreu na porta da unidade de saúde. Não havia médico no plantão e segundo a Prefeitura, o profissional apresentou atestado médico mas há informações que ele estava atendendo em clínica privada.

Segundo Andrei Leonardo Freitas de Oliveira, presidente do Cremero, foram encaminhados ofícios para a direção da policlínica para que sejam disponibilizados a escala de plantão dos médicos e também o prontuário da paciente. “Temos que apurar os fatos. Já foi oficiado o diretor do José Adelino, que nos disponibilizou a escala, já abrimos uma sindicância 06/2018 para apurar todos os fatos, apurar o ocorrido, se teve falha do médico, se houve falha da gestão, porque como muitos devem saber, o José Adelino conta apenas com cinco médicos, e cinco médicos, com uma carga horária contratual de 20 horas semanais, não cobrem uma escala para ficar médico 24 horas por dia”, afirma Andrei Leonardo.

Ainda conforme o presidente do conselho, a há dias em que não há previsão de médicos nas unidades de saúde durante a noite. “A escala é falha. É um número insuficiente de médicos onde era para ter médico 24 horas”, garante Andrei Leonardo prevendo que a tendência atual da saúde é piorar.

“No último dia 2 ocorreram mais de 1 mil fichas para serem atendidos na UPA Zona Sul e tinham apenas três médicos. Isso é humanamente impossível. Teve pessoas que chegaram 8 horas da manhã para serem atendidos as 7 horas da noite. Agora é culpa do médico? Tem três médicos apenas. O médico não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Esse é um problema de gestão. E a situação vai piorar porque chega essa época, vários médicos fazem provas de residência e vão tentar fazer suas especializações. Então, aquilo que tem pouco vai diminui mais ainda. É a catástrofe anunciada. E todo ano é a mesma coisa. Não existe nenhuma UPA aqui em Porto Velho que está com seu quadro completo de médicos, que seriam seis médicos. Para resolver [o problema de falta de profissionais] é só contratar médicos”, anuncia.

Por meio de nota, a Prefeitura informou, na quarta-feira (10), que o secretário Orlando Ramires, da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), determinou a instauração de processo administrativo para apurar eventual responsabilidade de abandono do plantão médico, ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento José Adelino, ocorrido na terça-feira (9), no período noturno entre as 19 horas e 1 hora, período em que a dona de casa Rosineide Basan chegou a unidade com quadro de infarto que a levou ao falecimento.


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