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Publicado em Sexta, 10 de Março de 2017 - 15h42

Após prisões, Sejus ainda não definiu novo diretor do Ênio Pinheiro

da Redação


Após prisões, Sejus ainda não definiu novo diretor do Ênio Pinheiro

Após a prisão do diretor do presidio Ênio Pinheiro de Porto Velho, Alexandre Ronald Lopes, nesta quinta-feira (9), durante a Operação “Meganha”, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) ainda não definiu o substituto. De acordo com o titular da pasta, Marcos Rocha, um novo nome já está sendo escolhido e a qualquer momento deverá ser anunciado.

A Operação Meganha foi deflagrada pela Polícia Civil, para combater atos ilegais de favorecimento a presos realizados por uma organização criminosa que atuava dentro do Ênio Pinheiro. “Nós já estamos analisando para saber quem irá assumir a direção do presídio, normalmente é aquele que está dentro da unidade e que não teve nenhum envolvimento com atos criminosos. Nós já estamos levantando nomes, e dar todas as orientações necessárias para que seja feito um bom trabalho por ele”, explica o secretário.

Diante do cenário de conivência com as irregularidades descobertas, como saídas irregulares, facilitação para entrada de drogas e celulares nas unidades, Rocha explica que há rigor na escolha de os diretores. “Eles são escolhidos pela sua capacidade técnica, pelo tempo de serviço, pela sua formação superior, pela vida pregressa dentro da Sejus. Então a gente acaba escolhendo essas pessoas que têm um bom comportamento”, diz.

Em todo o estado, há aproximadamente 2.500 agentes penitenciários para atuar na segurança dos presídios. Conforme o secretário, a Sejus não tinha conhecimento dos crimes que envolveram os servidores presos ou afastados. “A gente fica bastante triste com tudo isso, porque não é do interesse de ninguém ver os funcionários de sua pasta sendo presos. Por outro lado, vários servidores entraram em contato comigo dizendo que esse seria o momento, que se eles tiverem algo de errado, que se afaste da função ao qual trabalham. Ao contrário, que eles provem sua inocência e voltem ao trabalho”, garante Rocha, ressaltando que a ação da Polícia Civil é muito importante para a Secretaria de Justiça, pois faz uma limpeza no quadro.

“Eu quero salientar que a maioria dos servidores da Sejus é formada por pessoas decentes, que querem trabalhar, que querem cumprir com suas funções e que no final do dia retornar bem para suas famílias. A função da Sejus é a ressocialização de pessoas, fazer com que a pessoa presa consiga voltar para a sociedade, desenvolver uma habilidade útil para a sociedade. Os funcionários públicos que foram presos nessa ação, no momento são réus, são indiciados, alguns presos e outros afastados e devem responder pelos seus atos e dependendo do que eles fizeram, eles podem até perder suas funções”, diz.


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