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Publicado em Sexta, 02 de Julho de 2021 - 10h10

Banco da Amazônia contempla famílias indígenas da etnia Tembé através do programa Amazônia Florescer

da Assessoria


Banco da Amazônia contempla famílias indígenas da etnia Tembé através do programa Amazônia Florescer

O Banco da Amazônia contratou no mês de junho mais sete operações através do Programa Amazônia Florescer Rural para produtores indígenas da etnia Tembé enquadrados na linha B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF). As contratações aconteceram na agência de Capanema/PA, com as finalidades de investir em atividades de avicultura, suinocultura, plantação de mandioca e olericultura.

Com as contratações, somente neste ano, já somam 53 indígenas atendidos pelo microcrédito rural com total aplicado de mais de R$ 246 mil para tais comunidades.

O Cacique da Aldeia Iarapé Iwazu, Antônio Tembé, explica que o crédito tem ajudado na ampliação do empreendimento trazendo qualidade de vida para aldeia. “O crédito tem ajudado bastante a ampliar a produção de avicultura. Nossos empreendimentos beneficiam toda a comunidade. Temos trabalhos individuais e de mutirões onde toda nossa aldeia ajuda. Vendemos farinha, frango, verduras e outros legumes. Com o retorno do recurso já conseguimos melhorar nossas casas, transporte, educação e saúde.”

A Aldeia Iarapé Iwazu fica localizada no município de Santa Luzia do Pará, próximo ao Rio Guamá, no nordeste do Estado, na microrregião do Rio Caeté.

Rogério Barbosa, também é da etnia Tembé, mas reside na Aldeia Tawari localizada no município de Santo Antônio do Tauá/PA. Ele afirma que além da lavoura, financiada pelo Banco da Amazônia, a aldeia também produz de açaí a gado. “A última contratação que fizemos, foi para custear o transporte para o arado e custear a mão de obra e manter a roça. Além do cultivo de mandioca, aqui na aldeia a gente produz desde açaí até gado. Com o dinheiro que entra, a gente investe em sistema de irrigação pro plantio de açaí”, explicou.

A produção de mandioca das comunidades abastece toda a região, de acordo com o produtor Rogério, em tempos de safra da mandioca, diariamente da aldeia partem cerca de quatro a cinco caminhões de mandioca pra produção de farinha da região do Rio Caeté que também agrega o município de Bragança/PA, município reconhecido pela qualidade da farinha produzida.

Abrangência da agência Capanema

A agência de Capanema/PA fica localizada na microrregião do Rio Caeté e além de Capanema/PA, atende mais 15 municípios.

De acordo com o site da Imprensa oficial do Estado do Pará (IOEPA), a microrregião do Rio Caeté é localizada na região Nordeste do Pará e é entrecortada pelas rodovias BR-316 e BR-308. Abrange uma área de quase 17 mil quilômetros quadrados, o que representa 1,5% da área total do Pará.

A população da região de integração, em 2014, foi estimada em 494 mil habitantes, correspondendo a 6% do total do Estado. Bragança é o município com o maior contingente de pessoas, com 120 mil (24%), seguido por Capanema com 66 mil (13%) e Viseu 59 mil (12%), juntos concentram 49% da população da região (245 mil habitantes). A taxa de crescimento populacional entre 2010 e 2014, foi de 5,35%, abaixo da média estadual (6,91%).

Programa Amazônia Florescer Rural

As contratações foram realizadas pelo Programa Amazônia Florescer Rural, que atende famílias de agricultores enquadrados na linha B do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) utilizando a metodologia Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO).

Na operacionalização do Amazônia Florescer, o Banco da Amazônia conta com a parceria da Associação de Apoio à Economia Popular da Amazônia, que dispõe de assessores de microcrédito rural, prestando orientação técnica e administrativa para tais comunidades.

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF)

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) foi criado em 1995 pelo governo federal para atender o pequeno produtor cuja mão de obra é a agricultura familiar, incluindo os pequenos produtores na cadeia do agronegócio. A finalidade é investir em atividades agropecuárias e não agropecuárias para tais comunidades em que a renda bruta anual não seja superior a R$ 23.000,00.

Os limites do crédito são de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), podendo ser elevado para até R$ 5.000,00 (cinco mil) quando a metodologia do Programa de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO) for aplicada.

Que foi o caso das aldeias da etnia Tembé, como conta Rogério, “Começamos com um pré projeto de 2,500, e desse valor já foi aumentando pra gente investir na modernização da nossa lavoura”.
Em 2020, no Estado do Pará, o Basa contratou 4.514 operações do PRONAF, aplicando cerca de R$ 126,5 milhões para pequenos produtores.

O superintendente regional do Banco da Amazônia, Edmar Bernaldino, ressalta a importância social do Basa em atender tais comunidades. “A liberação deste recurso para atender diretamente as famílias indígenas demonstra a importância do Banco da Amazônia e do programa Amazônia Florescer para o desenvolvimento da região. Hoje o banco consegue chegar a todos os municípios com crédito, nos lugares mais distantes possíveis, inclusive contribuindo de forma relevante para a inclusão social e oportunizando através deste crédito concedido, mais alternativas de renda para as comunidades indígenas que sem o apoio do Banco da Amazônia dificilmente teriam acesso a este tipo de crédito”.



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