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Publicado em Quinta, 26 de Novembro de 2020 - 13h37

Caos na saúde: Cremero faz vistorias e diz que HB também não recebe mais pacientes; Governo nega

da Redação


Caos na saúde: Cremero faz vistorias e diz que HB também não recebe mais pacientes; Governo nega

Equipes do Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero) realizaram vistorias nos hospitais estaduais durante a manhã desta quinta-feira (26) para constatar o não recolhimento dos lixos infectáveis nas unidades de saúde, suspendo pela empresa Amazonfort desde a última terça-feira (24).

As fiscalizações aconteceram no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, Cosme e Damião, João Paulo II e Cemetron em Porto Velho. O mesmo problema acontece na Policlínica Oswaldo Cruz, Fhemeron e nas demais unidades estaduais do interior.

Segundo o diretor de fiscalização do Cremero, Lucas Sobral, o lixo infectante está se acumulando nos hospitais. “Esse lixo gera um resíduo que tem um protocolo para descarte. Ele precisa ser coletado e armazenado em local diferente do lixo comum para não contaminar pessoas e o solo. Nosso receio é que esses resíduos não sejam escoados e fique armazenado nos hospitais causando um perigo de contato para pacientes e servidores”, disse.

Caos na saúde: Cremero faz vistorias e diz que HB também não recebe mais pacientes; Governo negaDiretor de fiscalização do Cremero, Lucas Sobral

O diretor disse ainda, que além do Cemetron, que suspendeu o recebimento de pacientes, o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro também emitiu um documento dizendo que não iria mais receber novos pacientes.

Durante as vistorias, o Cremero constatou que os servidores estão armazenando os lixos em caixas de papelão e sacos e levam para o lixo. “Esse serviço não é da competência deles”, afirmou Lucas Sobral.

O próximo passo, segundo o diretor, é fazer um relatório sobre o que foi constatado na fiscalização e encaminhar para a Sesau pedindo um posicionamento. O Ministério Público também irá receber o documento para tomar providências referentes às irregularidades.

O diretor do sindicato dos enfermeiros, Jerrimar Montenegro, informou que os profissionais de enfermagem tiveram que improvisar e colocar os lixos infectável em caixas de papelão para dar continuidade no trabalho. “Os lixos estão ficando nos setores. Isso é uma falta de responsabilidade por parte do governo. Recebemos informações de que cerca de 90 cirurgias foram suspensas. Já fizemos a denúncia junto ao MP”, disse.

Ao RONDONIAGORA, a Sesau informou que todas as unidades de saúde montaram um plano de contingência, acompanhadas pela equipe de Controle de Infecção Hospitalar (CCIC) para fazerem essa separação do lixo.

Sobre as cirurgias, a secretaria disse que somente as de urgência e emergências estão sendo feitas e afirmou que foram suspensas somente as eletivas.

A Sesau informou ainda, que o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro não suspendeu o recebimento de novos pacientes.


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