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Geral

Publicado em Terça, 15 de Julho de 2008 - 15h15

Carta aberta aos bombeiros e policiais militares

Assessoria


As lideranças do movimento dos Policiais/Bombeiros Militares e das Entidades Sindicais que apóiam esta Luta em reunião realizada na manhã desta terça-feira (15/07), na sede do SINTERO, com a presença dos presidentes de todas as entidades sindicais que apóiam a, já vitoriosa, Luta das esposas dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares; bem como das Lideranças do movimento, que hoje paralisa todo o Estado, decidiram, por unanimidade, apresentar as considerações abaixo e ao final conclamar os Militares, conforme segue:

1. O movimento de paralisação dos quartéis foi deflagrado depois de anos de descaso, desrespeito e humilhações impostas às duas corporações; culminando com o recente destempero do coronel Nunes do Corpo de Bombeiros que retaliou duramente na última segunda-feira 07/07 o movimento pacífico das esposas;

2. A paralisação que começou aos poucos foi ganhando força nos dias seguintes, principalmente a partir do momento em que as entidades sindicais passaram a apoiar, incondicionalmente, o movimento. Garantindo apoio político sindical, infra-estrutura e logístico, em todo Estado, com assessorias de imprensa e jurídica; além de carros de som, tendas, colchões, alimentação, transporte, água, etc.;

3. Nesta segunda-feira (14/07) o movimento finalmente conseguiu sua primeira grande VITÓRIA, que foi convencer o governador Ivo Cassol a receber uma comissão do movimento e das entidades sindicais que o apóiam. A reunião foi tensa, durante a qual o senhor governador, inicialmente, se recusava a assinar qualquer documento, afirmando “que a minha palavra é suficiente”;

4. A comissão de negociação, com o apoio da experiência do deputado estadual de Santa Catarina o Sgtº Amauri Soares, conseguiu convencer o governador a assinar um documento se comprometendo, dentre outras coisas, o seguinte: 1) nenhum Policial ou Bombeiro Militar será punido; 2) abertura de negociação com data marcada para próxima segunda-feira (21/07); 3) compromisso formal do governador de encaminhar no próximo dia 05/08 um projeto de Lei que visa o realinhamento dos vencimentos; 4) pagamento do realinhamento a partir do dia 1º de setembro 2008; 5) reconhecimento pelo governo do Estado da representatividade das associações: ASSESFAM, ADRECS, ASOF, que participarão conjuntamente da elaboração do referido projeto de Lei;

5. Além disso, sobre a situação específica dos Bombeiros, que estão submetidos a uma jornada desumana e estão sendo atualmente punidos coletivamente, por causa da manifestação pacífica e respeitosa das esposas, Cassol determinou a imediata abertura de negociações, sob a supervisão da Comandante Angelina Ramires, que representará o Governador. Negociação que já teve inicio na manhã de hoje (15), com uma comissão de mulheres e o coronel Nunes;

6. Por outro lado, todos os demais servidores do Poder Executivo acumulam, só no atual governo, perdas de 10% em relação ao INPC-IBGE;

7. Considerando o caos instalado na segurança pública em todo o Estado, das revoltas espontâneas da população interditando ruas e BR, do domínio que os criminosos estão impondo em todos os bairros, da completa ausência de policiamento ostensivo e da impossibilidade dos Bombeiros atenderem a qualquer emergência ou tragédia, o Governo do Estado terá toda a justificativa necessária para solicitar uma intervenção das Forças Armadas, e demais aparatos de segurança da União, nas duas corporações militares de Rondônia.

Diante do exposto, as entidades que assinam a presente carta aberta propõem para deliberação, soberana e autônoma do movimento, as seguintes propostas de encaminhamento:

a) Suspensão imediata da paralisação nos quartéis e unidades militares e de bombeiros, por apenas 15 dias, para dar tempo às necessárias negociações, que deverão contemplar o seguinte: 1) atendimento das reivindicações especificas dos policiais militares; 2) atendimento das reivindicações especificas dos bombeiros militares; 3) reposição geral das perdas inflacionárias ocorridas durante o governo Cassol, para todos os servidores, militares e civis;

b) Realização de uma Assembléia Geral, conjunta, no próximo dia 31 de julho, quinta-feira, para avaliar o resultado das negociações específicas e gerais.

c) Caso não seja negociada uma proposta minimamente satisfatória, no dia 1º de agosto haverá uma nova paralisação nos quartéis e demais unidades militares e de bombeiros e a realização de uma GREVE GERAL dos servidores públicos, por tempo indeterminado, até que os benefícios reivindicados sejam plenamente atendidos.

ASSINAM: ASSESFAM, ADRECS, ASOF, SIMPORO, SINSEMPRO, SINDAFISCO, SINDIFISCO, SINDSAÚDE, SINDERON, SINSDET, SINTERO, SINJUR, ASPOMETRON, BANCÁRIOS, SINDUR, SITETUPERON, VIGILANTES, SINTELPES, SINTEL, CORREIOS, SINTES, SINTAX, SINTTRAR, FETAGRO, FETRAN e CUT.

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