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Publicado em Segunda, 16 de Julho de 2018 - 08h14

Com quase 90 casos confirmados, Semusa da Capital alerta sobre prevenção a hepatites virais

da Redação


Com quase 90 casos confirmados, Semusa da Capital alerta sobre prevenção a hepatites viraisTeste rápido pode ser feito em qualquer unidade de saúde (Foto: internet)

Porto Velho registrou, até maio deste ano, 89 casos de hepatites, sendo a B, a mais endêmica, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Em todo o ano de 2017, foram 246 casos novos da doença, e destes, 56% foram do tipo B. De acordo com o Ministério da Saúde, 3 milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que tem o vírus.

Para tentar mobilizar a população para o combate a doença, a Semusa e a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) deram início a campanha Julho Amarelo, que mostra a necessidade de se fazer um teste rápido em qualquer unidade básica de saúde para diagnosticar os tipos B e C.

Após realizar o teste, se confirmada a doença, a pessoa é submetida a outros exames e já inicia o tratamento. “Nossas unidades de saúde oferecem as vacinas para o tipo A para crianças de 15 meses a menores de 5 anos. É disponibilizado também vacina para hepatite B (para este tipo são necessárias três doses)”, esclareceu a coordenadora do Núcleo de Hepatites da Semusa, enfermeira Cleidineia Marciana do Amaral.

Hepatite crônica
De acordo com o Ministério da Saúde, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que tem o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3 % da população mundial, seja portadora de hepatite C crônica.

Para Daniela Souza, gerente da Vigilância em Epidemiológica da Semusa, a importância de procurar uma unidade de saúde e realizar o teste rápido é primordial. “A maioria das pessoas desconhece sua condição sorológica e pode transmitir a doença para outras pessoas, por isso, na próxima semana vamos reforçar as ações nas unidades para realização do teste”, disse.

Hepatite A
O vírus da hepatite tipo A (HAV) é transmitido por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra por via sexual. Normalmente o vírus da hepatite A fica incubado por entre 10 a 50 dias e pode não causar sintomas. Porém, quando manifesta, os mais comuns são: febre, icterícia, náuseas e vômito.

Hepatite B e C
O vírus é transmitido principalmente por meio de fluidos corporais. Usuários de drogas injetáveis e pessoas submetidas ao uso de material cirúrgico contaminado e não descartável, assim como lâminas de barbear ou alicates compartilhados têm maior risco de contrair esta forma de hepatite. O contato sexual é outra forma de contágio. Muitas vezes a hepatite B não apresenta sintomas e só é descoberta anos após a infecção, quando pode ter evoluído para cura espontânea ou para um quadro crônico, possivelmente com cirrose ou câncer de fígado.

Tratamento
Não existe tratamento para a forma aguda da hepatite. Se necessário, apenas sintomático para náuseas e vômitos. O repouso é considerado importante no tratamento da hepatite pela própria condição do paciente.

No caso da hepatite A não existe tratamento específico. Para hepatite B crônica podem ser prescritos medicamentos antivirais. Já no caso da hepatite C são usados medicamentos antivirais tanto na fase aguda quanto na crônica.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/geral/com-quase-90-casos-confirmados-semusa-da-capital-alerta-sobre-prevencao-a-hepatites-virais)
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