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Publicado em Sábado, 18 de Maio de 2019 - 09h45

Em quatro meses, Rondônia registra mais de 2 mil casos de malária; Porto Velho e Candeias lideram

da Redação


Em quatro meses, Rondônia registra mais de 2 mil casos de malária; Porto Velho e Candeias lideram

Rondônia registrou 2.167 casos de infecção de malária entre os meses de janeiro e abril deste ano, segundo o levantamento feito pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa). Porto Velho registrou o maior índice entre os municípios, com 890 casos. Em 2018, foram confirmados 7.685 casos da doença em todo o Estado.

O levantamento apontou ainda que os municípios com maior índice da malária no estado são Porto Velho com 890 casos, Candeias do Jamari com 472, Itapuã com 85, Guajará-Mirim com 42, Ariquemes com 94, Alto Paraíso com 41, Machadinho com 51 e Nova Mamoré com 26 casos confirmados.

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários, transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. Apresenta cura se for tratada em tempo oportuno e adequadamente. No entanto, um tratamento tardio ou deficiente pode levar à morte.

Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, tremores, suor e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentarem esses sintomas mais característicos, têm náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. “Se a pessoa sentiu algum desses sintomas ou todos, ela precisa procurar uma policlínica para fazer os exames necessários para saber sele está infectado ou não. Se o tratamento for levado a sério pelo paciente ele terá uma recuperação rápida”, diz Valdir França, coordenador do Programa Estadual de Controle da Malária.

O coordenador explica que um dos motivos do aumento nos casos de malária em todo o Estado é a descontinuação das ações no combate ao mosquito. “Esse problema acontece principalmente porque, geralmente, no início e final de ano iniciam as férias dos servidores. Também tem a questão dos funcionários que estão se aposentando, e outros estão doentes e não conseguem mais borrifar veneno, o que diminui ainda mais o quadro de servidores para atuar nas ruas”, explicou Valdir França.

Com a redução das águas dos rios, a quantidade de registro da doença eleva ainda mais, segundo o coordenador. “Agora, as águas vão começar a baixar e nós precisamos estar em campo para combater o mosquito. A preocupação do programa de combate a malária é de não deixar faltar os insumos que são medicamentos e inseticida residencial aplicado nas residências. Graças ao nosso empenho esses medicamentos não faltam para que a gente consiga fazer um bom trabalho em todo o Estado”, disse.

Cuidados
Para evitar ser infectado pelo mosquito, alguns cuidados simples podem ajudar na prevenção. “Evitar ficar exposto ao amanhecer na área rural e urbana, sempre usar blusa de manga cumprida, repelente e mosquiteiro, principalmente nas localidades onde há um grande número de casos confirmados”, orientou o Valdir França.

Candeias do Jamari
Os casos registrados em Candeias do Jamari vêm preocupando a Agevisa, fazendo com que o trabalho para combater o mosquito seja reforçado no município. De janeiro a abril, foram confirmados 472 casos de malária. Na área urbana da cidade os números de casos são altos. No Bairro Palheiral foram registrados 53 casos, Santa Leticia 19, União 35 e Bom Jesus 17.

Uma equipe foi até o município e distribuiu cerca de 10 mil mosquiteiros impregnados com um medicamento contra o mosquito transmissor da doença para serem instalados nas residências.

Nas localidades das linhas 21 e 35 foram registrados os índices mais altos com 54 casos confirmados. Borrifação com inseticida que tem duração de quatro meses o remédio, também foi feito em toda a região. Na linha 631, foram confirmados 34 e no distrito de Triunfo os casos chegaram a 23 somente este ano.


(Disponível em https://www.rondoniagora.com/geral/em-quatro-meses-rondonia-registra-mais-de-2-mil-casos-de-malaria-porto-velho-e-candeias-lideram)
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