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Publicado em Quarta, 25 de Novembro de 2009 - 10h58

Experiência de Rondônia pode ajudar a melhorar agricultura no continente africano

Wania Ressutti


Experiência de Rondônia pode ajudar a melhorar agricultura no continente africano
A visita do secretário executivo da Emater-RO, Sorrival de Lima à África deu-lhe uma nova perspectiva dos avanços do Brasil em relação à agricultura familiar. “O Brasil é o melhor país do mundo” afirma, ao falar sobre as condições que vivem hoje os habitantes de um país cujo solo é fértil, mas há pouco incentivo para produção. Sorrival esteve em missão oficial na Guiné Equatorial, na região ocidental da zona equatorial da África, com o objetivo de avaliar e indicar áreas comuns prioritárias relacionadas à agricultura e pesca no segmento da agricultura familiar.

Foi uma visita de prospecção relacionada ao Acordo Básico de Cooperação Técnica firmado entre os governos brasileiro e da República da Guiné Equatorial, assinado em Brasília em 24 de agosto de 2005.

O primeiro encontro, em solo africano, se deu na capital Malabo, com o embaixador brasileiro Agemar de Mendonça Santos, para um breve relato do panorama político administrativo do País. Para o embaixador, segundo o secretário, no país ainda prevalece o sistema tribal, levando a população local a um isolamento cultural e social.

A agricultura já foi muito importante para a economia daquele país. O cacau, o café e a madeira eram os principais produtos. Hoje, um dos poucos trabalhos feitos no desenvolvimento agrícola é de um projeto piloto de produção de produtos de origem vegetal realizado por uma empresa brasileira, do ramo de construção civil, instalada por lá. “Essa empresa é responsável pela produção desde o plantio até a comercialização”, diz Sorrival.

O secretário encontrou-se ainda com integrantes do Ministério das Relações Exteriores, de Guiné Equatorial e com representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Victor Womitso-Mawulawoe e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Eduardo Rodrigues, para discussão do acordo macro da cooperação técnica Brasil x Guiné Equatorial. Com base nos três pilares que sustentam o país: pesca, petróleo e agricultura.

O petróleo, cuja exportação chega a 400 mil barris por dia, é o grande responsável pelo crescimento do PIB, no país, mas corre um grande risco de escassez daqui a 30 anos, por isso a preocupação em buscar hoje, uma alternativa de renda para quando não houver mais esse recurso. A Organização das Nações Unidades para a Agricultura e Alimentação (FAO) já estuda fazer um levantamento geral do potencial produtivo do país e a UNICEF garante que o Brasil tem um papel importante se cooperar na área de segurança alimentar e cooperação social.

Na visita a fazenda Casa Maio S/A (Camasa), que cultiva cacau há mais de 100 anos sem nunca ter utilizado adubo químico ou defensivo agrícola , o gerente geral, segundo o secretário “demonstrou ter bons conhecimentos da situação agrícola do país e se mostrou bastante cético em relação a qualquer iniciativa de uma política agrícola por parte do governo local”, já que a questão cultural aparece como uma forte barreira para a implantação de políticas de desenvolvimento do setor agropecuário naquele país.

Mediante essa situação Sorrival ainda diz que, apesar da falta de interesse dos dirigentes locais o país reúne todas as condições técnicas possíveis para ser um grande produtor de alimentos. “Acreditamos que dos itens relacionados para cooperação e agricultura o Brasil tem inteiras condições e know-how para apoiá-los., no entanto, qualquer ação a ser planejada para execução naquele país deve levar em consideração os aspectos culturais que pode ser uma forte barreira para se alcançar os resultados em qualquer empreendimento. Só por exemplo, basta citar que as atividades laborais por lá se iniciam, nunca antes das 10 horas e terminam nunca depois das 15 horas”, explica.

Uma das sugestões do secretário para que se possa consolidar um possível apoio no desenvolvimento da agricultura familiar em Guine Equatorial seria promover uma visita dos dirigentes, representantes do Departamento de Agricultura e Pecuária, e de pequenos agricultores, alunos e professores das escolas de ensino rural ao Brasil, a fim de apresentar-lhes programas e experiências de sucesso da extensão rural com a agricultura familiar brasileira. Dessa forma eles poderiam implantar programas pilotos adequando-se aos costumes e tradições locais e desenvolver programas voltados à agricultura familiar com garantia de alimentação familiar e vendados excedentes, a exemplo do Brasil.


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