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Publicado em Terça, 21 de Julho de 2009 - 22h43

Governo: Cassol reúne-se com sindicalistas preocupado com situação previdenciária dos servidores

Decom


O governador Ivo Cassol esteve reunido na tarde desta terça-feira (21), em seu gabinete no Palácio Getúlio Vargas, acompanhado do presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia – Iperon, César Licório, com representantes de 15 categorias sindicais dos servidores estaduais para discutir o déficit do Iperon, que atualmente chega a 4% da receita, e os pedidos de reposição salarial e aumento do auxílio saúde, entre outras reivindicações.

O governador explicou aos dirigentes sindicais a sua preocupação com o déficit do Iperon e do equilibro atuarial de 4%. Esses custos representariam para os cofres do estado cerca de R$ 65 milhões por ano, e o rombo no setor previdenciário dos servidores se deu em virtude de administrações anteriores que não repassaram os recursos para o Iperon. “Não foram repassados nem mesmo os valores descontados dos contracheques dos servidores, e isso é uma bomba relógio que vai explodir se não fizermos nada”, afirmou Ivo Cassol.

O governador alertou que se não forem tomadas medidas urgentes para corrigir essa defasagem financeira, em três anos no máximo a previdência não vai conseguir pagar os aposentados e pensionistas. O governador propôs ao representantes dos sindicatos a reposição do déficit atuarial de 4%, da seguinte forma: 2% o governo tira do próprio caixa e os outros 2% seriam descontados dos servidores que receberiam aumento salarial equivalente.

Outros pontos da negociação salarial proposta pelos sindicatos, como a reposição salarial e o aumento do auxílio saúde para R$ 150,00 não foram acordados, uma vez que é preciso um estudo detalhado da evolução da arrecadação do estado para se ter um parâmetro futuro dos custos deste aumento. “Não adianta ser irresponsável e dar um aumento para alegrar os servidores agora e deixar todo mundo sem receber o salário amanhã, como já aconteceu no passado”, disse Cassol. Para tanto, os técnicos da secretaria de Finanças, que estavam representados pelo presidente do Sintec, apresentarão um relatório da receita e a evolução das despesas, para que se chegue a um consenso.

Uma nova reunião será agendada para o mês de agosto, quando sindicalistas e governo tentarão chegar a um denominador comum para a pauta de reivindicações apresentada e a contra-proposta do Governo do Estado.

Estiveram presentes os representantes do Sentec, Asjucer, Sindsaude, Sinderon, Assesfan, Sintraer, Sinsempro, Sindler, Sintero, Sindeprof, Aspra, Sinder, Simero, Asof e Simed.

Reunião de secretários detalha a situação financeira do estado

No período da manhã, também no Palácio Presidente Vargas, aconteceu uma importante reunião com todos os secretários ordenadores de despesas (algumas secretarias e autarquias não possuem orçamento próprio) do Governo do Estado, visando detalhar a situação financeira da administração e as prioridades para o restante do ano de 2009.

Coordenada pelo secretário de Finanças, José Genaro de Andrade, os secretários receberam uma explanação da evolução da arrecadação do primeiro semestre, que devido à crise mundial que retraiu os mercados que importam nossos produtos, principalmente a carne bovina, o que resultou numa sensível queda de receita, em cerca de 50% do que era estimado para os primeiros seis meses.

Genaro explicou que este é um momento de muito cuidado com os gastos públicos, e que “Rondônia pode ser considerado um estado atípico na economia nacional, uma vez que, mesmo com a queda da receita, continuamos superavitários, graças a uma política austera do governador Ivo Cassol com a economia e os gastos públicos”, disse.

Outra preocupação do governador, segundo Genaro, é com o décimo terceiro salário, que deverá ser pago mais uma vez antes do Natal, assim como o salário de dezembro de todo o funcionalismo público estadual. Para isso é preciso que continue a mesma política de economia e zelo com os gastos da administração: combustível, energia elétrica, telefones, diárias e outras despesas pequenas que não aparecem, mas que no fim das contas acabam representando uma boa parte do que é gasto pelos gestores. “E tudo isso sem abrir mão dos investimentos e das obras programadas, como a água, o esgoto e o C.P.A. na capital, além da construção de escolas e estradas no interior, que não vão parar”, afirmou.

Estavam presentes os titulares da C.G.A.G., Deosp, D.E.R., Sesdec, Sedam, Sejus, Iperon, Caerd, Seduc, Sedes, Seagri, P.G.E., Porto, Seplan, Sesau, Detran, Emater e Idaron.

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