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Publicado em Sexta, 19 de Junho de 2020 - 11h44

Hildon diz ser favorável a lockdown de verdade e cobra posição firme de órgãos de controle

Prefeito explica que aderiu ao decreto anterior do Governo, mas não concordou com a abertura do comércio no dia dos namorados
da Redação


Hildon diz ser favorável a lockdown de verdade e cobra posição firme de órgãos de controle

Em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (19), o prefeito Hildon Chaves afirmou que é a favor do lockdown, versão mais rígida do distanciamento social em Porto Velho, e pediu um posicionamento mais firme dos órgãos de controle referente ao decreto do Estado, que liberou o funcionamento do comércio na Capital.

No início de seu pronunciamento, Hildon Chaves falou sobre a desconexão do Estado referente ao Município que começou no início da pandemia. “Um mês após começar a pandemia nós iniciamos um processo de aproximação com o Governo, com isso, a minha principal intenção era encerrar aquela situação em que o Município decretava uma coisa e o Estado outra, causando confusão na população. Eu sentei e falei para o governador Marcos Rocha que ele é o mandatário máximo do Estado e pedi para ele conduzir esse processo que eu iria acompanhá-lo, mas não foi cumprido”, disse o prefeito.

Sobre a posição do Conselho Municipal de Saúde, que recomendou que o prefeito decrete isolamento social severo por mais 14 dias, Hildon Chaves fez um apelo aos órgãos de controle para que exerçam seu papel constitucional. “Eu preciso ouvir também o Conselho Estadual de Saúde e peço também que os órgãos de controle façam o que eles entendam que deve ser feito”, diz.

O prefeito completou dizendo que não tem o poder de Polícia para fiscalizar as pessoas que andam nas ruas. “Um dia depois de decretado o isolamento restritivo, que eu acreditei, mandei fechar todos os prédios municipais, suspendi obras públicas e disse que a Polícia não podia conduzir ninguém para a delegacia e que estava tudo certo. No Dia dos Namorados, liberaram uma série de atividades, que eu não teria feito. Ou seja, eu aderi a um decreto que não foi e nem está sendo cumprido até hoje”, afirmou.

Desde o início da pandemia, Hildon Chaves disse que sempre foi a favor de um lockdown de verdade. “Eu acredito que depois desse isolamento, que era pra ser realmente um isolamento, as autoridades públicas estão desmoralizadas. Eu não tenho Polícia para fiscalizar a população nas ruas. Eu quero ouvir o poder estadual para saber o que eles acham disso. Eu sou a favor do lockdown desde o início, mas que seja de verdade e tem que ter pulso porque isso que vai derrubar esse vírus e não tem alternativa. Os órgãos de controle precisam sentar e tomar uma decisão firme”, destacou.

Hildon Chaves disse ainda, que está preocupado com a condução da saúde em Porto Velho com o decreto governamental. “Mas a prefeitura não pode agir de forma açodada, nós temos que ter elementos, eu estou acreditando que o Governo fez os estudos necessários para a abertura do comércio, ao que me parece, sem ter ainda outros estudos, não foi uma decisão adequada e nem oportuna, mas por hora estou acompanhando dentro do propósito de harmonia das instituições a que eu me submeti voluntariamente”, enfatizou.

Questionado sobre a contratação do Hospital da Astir, o prefeito disse que está em fase de contratação. “Estamos tentando contratar esse hospital, mas estamos com dificuldade porque que não tem documento e certidão de nada, mas eu confesso que com os dados que levantamos, com ou sem a Astir, não vai fazer diferença nenhuma porque o que estão querendo é criar problemas para dar impressão que o município não está fazendo sua parte”, disse. “Quando eu sento com o governador eu sinto que a intensão dele é genuína e verdadeira de caminharmos juntos, mas quando chega ao andar de baixo as coisas não acontecem. E começam essas picuinhas”, completou Hildon Chaves.

Durante a coletiva, o prefeito disse que houve um erro de planeamento do Estado no enfrentamento da pandemia e citou o Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro como um local que poderia receber mais pacientes com o Coronavírus. “Nós sabemos que as cirurgias seletivas estão suspensas. Teria sido mais razoável ter montado uma superestrutura dentro do HB já que o volume de atendimento hoje é Covid”, diz.

Medicamentos

Sobre a notícia veiculada pelo Governo afirmando que todos os municípios foram abastecidos com medicamentos contra a Covid-19, o prefeito disse que não foi em quantidade necessária. “Eu faço um apelo ao governador, para que efetivamente distribua medicamento para todos os 52 municípios do Estado em quantidade e diversidade. Alguns medicamentos como, por exemplo, cloroquina não tem para vender e eu apelo ao governador. Nós estamos sem medicamentos, se o Estado distribuiu, não foi em quantidade necessária”, finalizou Hildon Chaves.


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