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Publicado em Terça, 09 de Junho de 2009 - 16h19

Irresponsabilidade de grevistas afeta atendimento à crianças

Decom


O movimento de paralisação de alguns servidores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) continua prejudicando a população. Os grevistas não respeitaram nem mesmo o atendimento à crianças e à recém-nascidos no Hospital Infantil Cosme e Damião (HICD). Todas as cadeiras da recepção da unidade foram retiradas. A ação irresponsável dos manifestantes também atingiu o atendimento Hospital de Base Ary Pinheiro (HB) e a Policlínica Oswaldo Cruz (POC).

Grevista utiliza ambulância para armar rede e descansar

“O Cosme Damião é o único hospital público de Rondônia que atende crianças e recém-nascidos. Atrapalhar o atendimento da unidade é uma irresponsabilidade sem precedentes. Os grevistas retiraram todas as cadeiras da recepção. Mães e pacientes precisaram aguardar atendimento em pé. Agora a situação já foi resolvida, mas tememos que o descontrole do movimento continue a afetar nossos pacientes”, afirmou a médica Marilene Penatti, diretora do HICD.

Ambulância usada como armador de rede

As ações do movimento também prejudicaram o atendimento da Policlínica Oswaldo Cruz (POC). Os portões da unidade amanheceram trancados com correntes e cadeados. Os grevistas não queriam que ninguém fosse atendido na POC. No local uma imagem resumia muito bem o descaso do comando de greve com a população. Uma ambulância era usada como armador de rede. Em vez de utilizar o veículo para atender a população, o grevista preferiu ficar descansando em uma rede amarrada na sirene da ambulância.

A vida dos pacientes não pode ser usada como moeda de pressão

Além de prejudicar o atendimento do hospital infantil e da POC os grevistas também estão atrapalhando um dos pontos mais importantes no tratamento à saúde. Pela falta de funcionários, as 14 UTIs do Hospital de Base estão com 50% da capacidade comprometida. O local atende pacientes pós-cirúrgicos e em estado grave. Para os serviços são necessários 07 auxiliares em enfermagem, mas somente 04 estão trabalhando. Se os grevistas não se conscientizarem somente 07 UTIs poderão ser utilizadas.

“Nossa posição não muda. Entendemos que todos queiram melhorias salariais. Porém paralisar o trabalho de uma UTI é ir longe demais. Iremos responsabilizar o Sindsaúde por essa atitude desmedida. Será que eles não sabem a importância de uma UTI? Eles deveriam perguntar o que a população pensa dessa ação. Garanto que a resposta não vai agradar aos grevistas. UTI é responsabilidade com a vida dos pacientes e não pode ser usada como moeda de pressão ou simplesmente com intenção de algum grupo em se perpetuar no comando do sindicato”, declarou o médico Amado Rahhal, diretor geral do HB.

Governo mantém medidas para a volta dos grevistas

Com o objetivo de manter o atendimento à população e o funcionamento das unidades de saúde, o governo de Rondônia mantém as medidas para a volta dos funcionários aos postos de trabalho. Todos os que participarem da greve terão os dias descontados e a suspensão do pagamento das parcelas do Plano Bresser e da Gratificação de Atividade Específica (GAE). Também serão abertas sindicâncias contra os funcionários grevistas.

“Nossa posição é clara. Estamos abertos ao diálogo, mas somente quando os lideres do movimento repensarem as atitudes grevistas. Queremos um consenso, porém o que precisa ser observado é que nosso problema está no volume de atendimento. Já trabalhamos sobrecarregados pela falta de atendimento básico. Nossas unidades ficam superlotadas de pacientes que deveriam ser atendidos pelas prefeituras e de forma mais atenuada pela capital”, disse Milton Moreira, secretário de Estado da Saúde.

Em média, 80% dos atendimentos dos hospitais do Estado são de pacientes de Porto Velho. A maioria desses serviços é de pessoas que deveriam ser atendidas pelas Policlínicas e Postos de Saúde da capital. Os recursos que poderiam ser utilizados de outra forma acabam por ir para serviços que por obrigatoriedade deveriam ser oferecidos pela administração municipal.

Movimento grevista se torna eleitoreiro

A greve também tem uma clara conotação eleitoral. Por problemas na última eleição, a justiça precisou ser acionada. O Juiz da 3ª Vara do Trabalho de Porto Velho, Rui de Carvalho Santos, proferiu sentença anulando as eleições do Sindsaúde, que ocorreram no dia 22 de dezembro de 2008. Desde então o sindicato dos servidores da saúde passa por uma situação diferenciada. Hoje ele é dirigido por uma comissão formada pelos 03 candidatos que disputaram à eleição anulada.

E é justamente nesse ponto que o movimento grevista se torna visivelmente eleitoreiro. Com a intervenção da justiça, as eleições do sindicato estão sendo coordenadas e observadas pelo judiciário. Por isso, todos os artifícios que poderiam ser usados na nova eleição foram barrados pela ação n° 1213.2008.003.14.00-7 pedida junto à 3ª Vara do Trabalho de Porto Velho. O que restou foi partir para o movimento de reivindicação salarial. Isso pode ser confirmado pela participação dos candidatos no movimento e também pela proximidade da nova eleição para o Sindsaúde, que acontece nos dias 09 e 10 de junho de 2009.

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