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Publicado em Sexta, 25 de Junho de 2010 - 17h49

Júri condena mais três réus do Caso Urso Branco

TJ-RO


Os três réus julgados nessa quinta-feira, 24, foram condenados a mais de 400 anos de prisão. Já passavam das 2h da madrugada de sexta-feira, 25 , quando a sentença foi lida. Germano Conrado da Silva Filho, vulgo Dega, Lichard José da Silva (Piu-Piu) e Ronaldo de Freitas Pimentel estão foragidos.

Dega pegou a maior pena, 486 anos de reclusão em regime fechado. A pena-base foi 18 anos, multiplicada por 27, o número de vítimas da matança. Já Piu-Piu, que não respondia a outros processos na época do crime, teve a pena-base fixada em 15 anos e seis meses, com um total de 418 anos. Para Ronaldo, a pena fixada em 16 anos, resultou na condenação final de 432 anos de reclusão em regime fechado.

A sentença, elaborada pelo presidente da sessão de julgamento, Juiz Aldemir de Oliveira, foi resultado da decisão dos jurados, que afastaram as teses da defesa nas 27 séries de votação. As argumentações dos promotores de justiça Renato Puppio e Cláudio Wolff foram acatadas pelo Conselho de Sentença. A defesa foi feita por Walter Bernardo de Araújo, Roberto Harlei e Leonardo Castro, da Defensoria Pública.

18 horas

O julgamento foi longo, mais de 18 horas seguidas. As trocas de argumentos entre defesa e acusação impediram que o cansaço distraísse a atenção dos sete jurados, que fizeram anotações e perguntas durante o interrogatório de testemunhas e o debate. Durante a manhã, um policial militar e dois apenados falaram em defesa dos acusados. Testemunhos contestados por Puppio e Wolff.

Do outro lado, três advogados tentando provar que as provas exibidas pelos promotores não tinham harmonia. Os defensores insistiram na falta corroboração entre as provas testemunhais no inquérito policial e na instrução criminal, feita pelo juiz. "As provas são fajutas", bradava Bernardo no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri, no centro de Porto Velho.

Já era madrugada, as ruas e o clima da cidade amenos, quando o Juiz anunciou o resultado. O silêncio da sala se completava com a ausência de público, que se reduzia a policiais militares, servidores da Justiça, a mãe e a mulher de um dos réus, Ronaldo.

Recapturado

Na próxima quarta-feira, 30, mais uma sessão de julgamento, a oitava, desde as iniciadas em maio. Já foram julgados por júri popular 14, dos 26 pronunciados pelo juiz. Na semana que vem será a vez de Eder Santos Carvalho (Nego Eder), Eduardo Mariano Dias e Claudeílton Fernandes Pantoja (Eltim do Triângulo). Eles também são acusados de participação no massacre. Apenas Nego Eder foi recapturado, no Acre, e deve participar do julgamento.

Ainda falta o julgamento de quatro pronunciados. Eles recorreram da sentença de pronúncia e aguardam o resultado de recursos no 2º grau da Justiça. Os outros dois pronunciados morreram, por causas naturais,

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