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Geral

Publicado em Sexta, 01 de Agosto de 2008 - 13h16

Legislação e fiscalização rigorosas freiam estatísticas nas rodovias

Assessoria


Pela primeira vez em quatro anos, a Polícia Rodoviária Federal registra o menor número de mortes em rodovias federais durante o mês de julho, período de férias escolares. A quantidade de mortos caiu 14,5% em relação à mesma época de 2007. Nos 31 dias do mês, foram registrados 10.500 acidentes, com 530 mortos e 6.005 feridos. No ano anterior, foram contabilizados 10.531 acidentes, 620 mortos e 6.433 feridos.

A Polícia Rodoviária Federal não tem dúvidas de que a lei 11.705/08, que tornou mais rigorosas as punições para quem bebe e dirige, teve forte influência nos resultados. O mês de julho apresentou todas as condições para que a quantidade de acidentes disparasse. O tempo bom na maior parte das regiões do país, o aquecimento da indústria automotiva e o turismo interno em alta foram incentivadores para que muitas famílias brasileiras procurassem o transporte terrestre para as viagens de férias.

De acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (www.inmet.gov.br), 95% das regiões brasileiras apresentaram tempo bom, com chuvas localizadas apenas no litoral de Alagoas e Rio Grande do Norte. Segundo a Associação Brasileira das Agências Viagens (Abav), o turismo interno cresceu 25% em relação ao primeiro semestre de 2007.

Indústria não dá sinais de cansaço - O setor automotivo continua batendo recordes. De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o 1º semestre de 2008 foi o melhor da história da indústria automobilística nacional, com 2.405.212 unidades vendidas. Na comparação com o primeiro semestre de 2007, as vendas de veículos, principalmente automóveis, caminhões e motos, cresceram 27,14%.

A frota brasileira registrada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) cresceu 8,3%, saltando de 47.272.299 veículos em junho de 2007 para 51.200.120 em junho de 2008. “O que é bom para a economia também provoca conseqüências no trânsito. A experiência da Polícia Rodoviária Federal mostra que em época de euforia econômica, as estatísticas rodoviárias disparam”, defende o Inspetor Hélio Cardoso Derenne, Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal.

De acordo com o balanço do período, os estados com alto índice de urbanização registraram quedas maiores que outras unidades da Federação. São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco, por exemplo, conseguiram reduzir a violência nas estradas em mais de 20%. A explicação é simples: nos centros urbanos, a PRF não trabalha sozinha. Conta com o atuação de polícias militares, guardas municipais e outros órgãos de fiscalização. “Infelizmente, nas zonas rurais, quase toda a fiscalização de trânsito recai sobre a Polícia Rodoviária Federal. É fundamental que neste momento todas as esferas do poder público trabalhem com o máximo empenho”, afirma o Inspetor Derenne.

Na conta da imprudência

Ainda que a influência do álcool na ocorrência de acidentes domine a maior parte das discussões sobre o tema, a imprudência dos motoristas brasileiros continuou provocando tragédias em todo Brasil. Três graves acidentes envolvendo transporte de passageiros marcaram as férias escolares. O primeiro, no dia 11, deixou 16 mortos depois que um ônibus perdeu o controle e invadiu a contramão, batendo de frente num caminhão que transportava combustível. No dia 20, em Porto Alegre do Norte, Mato Grosso, dois ônibus colidiram frontalmente, deixando oito mortos. Nova tragédia aconteceu na madrugada do dia 20, em Fazenda Vila Nova, no Rio Grande do Sul, quando uma carreta e um ônibus também bateram de frente, provocando 13 mortes. Nos três casos, uma certeza: um dos condutores invadiu a pista contrária.

O álcool e o excesso de velocidade foram combatidos com rigor máximo. Em todo país, demonstrações de descaso com a segurança da sociedade foram flagradas pela Polícia Rodoviária Federal. Imagens captadas por 80 radares da PRF permitem concluir que as boas condições viárias incentivaram o aumento da velocidade média nas estradas. Casos de motoristas trafegando a mais de 150 km/h foram comuns em todas as regiões do país.

A ingestão de bebidas alcoólicas também revelou absurdos. Um motorista de caminhão, envolvido em acidente de trânsito na BR 262, em Minas Gerais, foi reprovado no teste de alcoolemia após o etilômetro registrar 1,93 g de álcool / litro de ar. Esta quantidade é 19 vezes maior que o limite tolerado pela legislação brasileira. Na BR 163, em Mato Grosso do Sul, e BR 060, em Goiás, outros dois condutores também acabaram flagrados por equipes de fiscalização com índices superiores a 1,9 g / l.

Há quatro anos, a Polícia Rodoviária Federal não registra números tão baixos de mortes durante férias escolares. Apenas o ano de 2003 foi menos violento que 2008. No entanto, o período era de incerteza econômica e as condições rodoviárias afastavam muitos motoristas do transporte terrestre.

Pente fino

O mês de julho superou expectativas da PRF no que diz respeito ao combate à criminalidade. As apreensões de maconha cresceram 91% em comparação com o mesmo período de 2007, chegando à casa de 2,8 toneladas. As interceptações de cocaína também pularam para 303 kg, alta de 59%.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, pelo menos 60 carretas (1.250 m3) repletas de madeira irregular foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal. E o número de pessoas presas em flagrante também cresceu 21%, alcançando 2.214 detidos.


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