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Publicado em Quarta, 07 de Março de 2018 - 10h46

Mortes de mulheres com câncer de mama geram perdas para economia, alerta Federação

da Redação


Mortes de mulheres com câncer de mama geram perdas para economia, alerta Federação

Quase 60 mil mulheres receberão o diagnóstico de câncer de mama em 2018, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer divulgados no início deste ano. Ainda segundo o órgão, a Região Norte é a única do país onde as taxas dos cânceres de mama e do colo do útero se equivalem entre as mulheres. Em Rondônia, em 2016, mais de 200 mulheres foram diagnosticadas com a doença.O Dia Internacional da Mulher, comemorado nessa quinta-feira (8), além de celebrar vitórias, serve também para pedir maior atenção à saúde da população feminina. Para a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), grande parte dessas mulheres diagnosticadas com a doença terá no SUS a única via para conseguir tratamento, sendo submetida a um sistema ineficiente e capaz de tornar o enfrentamento da doença ainda mais desgastante e traumatizante. 


O câncer de mama é responsável por 14.206 óbitos anuais, segundo dados do Inca de 2013. Por esse motivo, a Femama alerta que a cada ano, a economia brasileira deixa de movimentar aproximadamente R$ 2.059.870.000, gerando recuo da produtividade para o país. Esses dados são de um estudo recente que mediu as perdas financeiras na economia provocadas pela morte por câncer de mulheres economicamente ativas.

A Federação afirma ainda que a pesquisa publicada recentemente no periódico “Cancer Research Epidemiology” concluiu que cada morte feminina em decorrência de câncer gera uma perda média de R$ 145 mil à economia brasileira. Considerando as 14.206 mortes anuais de mulheres por câncer de mama no Brasil, mais de R$ 2 bilhões deixam de ser injetados na economia brasileira.

O cálculo do estudo considera a renda média das profissionais, quantos anos deixaram de ser trabalhados e com quanto elas poderiam ter contribuído economicamente por meio de salário e emprego até o final da carreira.

Com relação aos problemas enfrentados pelas mulheres em tratamento contra o câncer de mama da rede pública de saúde, a mastologista Maira Caleffi, presidente da Femama, destaca o caso da incorporação do trastuzumabe, medicamento que revolucionou o tratamento do câncer de mama metastático, estágio mais avançado da patologia, no SUS. “Desde 29 de janeiro, ele deveria ser ofertado pelo SUS em todo o país. Porém, em diversos estados já recebemos denúncias de que não estará disponível pelo menos até abril. Ou seja, enquanto isso, mulheres não recebem tratamento para sua doença e precisam conviver com a incerteza de não saber quando poderão recebê-lo”, atesta.

Sobre a demora do tratamento, alerta a Femama, dados do Observatório da Oncologia apontam que o valor do tratamento do câncer de mama em estágio inicial é de R$ 11.373 por paciente com câncer de mama pré-menopausa e R$ 49.488 nos casos pós-menopausa. Nas fases mais avançadas (estadiamento III), esses números chegam a R$ 55.125 (pré-menopausa) e R$ 93.241 (pós-menopausa).

“Prevenir, diagnosticar precocemente e tratar: esse é o tripé de uma assistência médica digna. Por isso, aproveitamos o Dia Internacional da Mulher para falar da saúde da população feminina de todo o Brasil: unindo forças entre o terceiro setor e o poder público, podemos salvar milhares de vidas”, conclui a mastologista.


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