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Publicado em Segunda, 14 de Julho de 2008 - 12h49

Muito mais sobre Luiz Nassif - Por Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo


Muito mais sobre Luiz Nassif - Por Reinaldo Azevedo
Ah, sim, para arremate, por enquanto, dos males

Em 31 de maio de 2006, Nassif mandou bala contra Saulo em sua coluna:

“Desde que entrou no governo, em 2002, Saulo atuou de forma desagregadora, tramando desde o primeiro dia contra Furukawa, um juiz de sólida reputação e de ações inovadoras na área penitenciária”.

Viram só? Fiquemos só com os fatos: depois de Saulo ter-se negado a pagar R$ 50 mil para Nassif em 2004; depois de Saulo ter-se negado a pagar R$ 35 mil para Nassif em 2005, o gênio da segurança passou a ser "desagregador" em 2006. E o era "desde 2002"!!! Não é demais? No período da aproximação, Saulo era tão bacana, mas tão bacana, que Nassif até o convocou para lhe dar o seu melhor: a sua roda de choro. Ah, sim: ainda houve um último convite para mais um dos eventos nassifianos em outubro de 2005.

Digam: Nassif merece que se perca mais tempo com ele?

Como Nassif é chato! Ou: dois e-mails para análise

Ai, Nassif, que preguiça!!!

Publicar os e-mails da empresa Dinheiro Vivo serve como uma crônica extraordinária de como certo jornalismo converte o que deve ser mesmo um sacerdócio em dinheiro vivíssimo. Atenho-me ao caso de Saulo porque é o que Diogo, vamos dizer assim, tornou notório. Mas daria um livro. Um mau livro.

Publico mais dois e, depois, até que eu resolva expulsá-lo de novo do ambiente dos vivos, deixo Nassif pra lá. Mas vocês não poderiam ficar sem estes dois – sobre o caso Saulo, claro. Vocês mereceriam ter acesso a muito mais. Cada coisa a seu tempo, Adiante. Seguem os e-mails em vermelho, com comentários meus em azul. A partir de segunda, deixo este senhor pra lá – a menos que seja necessário voltar a tema tão triste.

De Elaine Ramos Mansano 12/04/2005 18:49
Para: Saulo de Castro Abreu Filho
De novo caímos.

A organizadora do evento pede patrocínio de 35 mil. Não é à-toa que a empresa se chama Dinheiro Vivo.
Viram só? Atentaram para o “DE NOVO”? É que, na primeira vez, o secretário havia topado o evento até que lhe pedissem R$ 50 mil. Ele recuou. Na segunda vez, ele topou de novo. E aí lhe cobraram R$ 35 mil para que ele desse a palestra. Ele não topou de novo. É uma novidade no mundo mundial nassifiano: quem dá a palestra paga por ela. Ao outro.

De Elaine Ramos Mansano 13/04/2005 12:08
Para: Saulo de Castro Abreu Filho

Fica ruim porque vc vai participar com destaque, dá a impressão que compramos o espaço. Da última vez, ofereci local, infra-estrutura, filmagem, etc, e eles não aceitaram. Acredito que os outros participantes também não pagaram, tanto que cancelaram o evento. Acho que até poderíamos colaborar se fosse um evento sem nossa participação.
Ai, que vexame! A assessoria tem a vergonha que quem fez o convite não tem, entenderam? É ela quem diz que ficaria ruim para Saulo falar num evento que ele próprio patrocinasse.
Mas notem mais: já que Nassif estava tão preocupado com a segurança do Brasil, a secretaria lhe ofereceu infra-estrutura para a realização do seminário. Mas ele rejeitou. Ele queria outra coisa.

Nassif, demitido da Folha pelo caso Saulo, tenta enrolar os fatos para se dar bem, como sempre. Mas eu desenrolo
Queridos,

Comentários só à noite. Recebi um e-mail no celular, na praia, que reproduzia um post do inefável Luis Nassif, em que ele tenta negar o óbvio, o que está escancarado. Bem, em primeiríssimo lugar: foi demitido da Folha em razão do caso Saulo, sim. Diogo Mainardi tem essa confirmação por escrito. PONTO. A negativa anterior da Folha provavelmente se deve a outro episódio. O professor de Moral e Cívica publicou um release de Demarco como se fosse notícia apurada por ele – até com os mesmos erros de digitação. Diogo apontou isso numa coluna. Mas foi o caso Saulo que o derrubou e o levou ao exílio na Bertioga do jornalismo.

O seminário de 2005, aquele para o qual ele pediu R$ 35 mil, aconteceu. O que naufragou foi o de 2004, que custava R$ 50 mil. Esse moralista gostava tanto de Saulo, que o convidou para os dois, sempre oferecendo a sua “cota ouro”. Traduzia, como se vê, admiração pelo seu trabalho. Leiam, a propósito, em vermelho, alguns outros e-mails da tentativa de Nassif de se aproximar do ex-secretário.

Não custa lembrar que o governo Alckmin era muito bem-avaliado em 2003 e 2004 e que Saulo era considerado um aliado de peso do então governador. Chegou a ser considerado um forte pré-candidato tucano à Prefeitura. Nassif, como sempre, estava ali, rondando um homem tido, então, como poderoso. Mas vamos aos e-mails, com algumas intervenções minhas, em azul.

E-mail da assessoria de Saulo de 13/11/2003 22:49

O jornalista Luiz Nassif da TV Cultura telefonou chateado porque segundo ele já cansou de convidar o secretário para ir ao programa e não consegue. Disse que está com um projeto para discutir políticas públicas e gostaria da participação do secretário numa entrevista. Fone: 3253-XXXX

E-mail da assessoria de Saulo de 08/12/2003 19:25

Assunto: encontro com NASSIF
Vamos aos detalhes:
Objetivo do encontro: definirão quais serão as pautas de trabalho do Conselho Consultivo sobre Segurança Pública. Segundo o Nassif será uma reunião genérica, mas respeitando aos temas conversados pessoalmente.

E-mail da turma de Nassif para Saulo de 13/09/2004 20:29
Venho em nome do jornalista Luís Nassif solicitar a participação do secretario Saulo de Castro Abreu no 12º Fórum de Debates Projeto Brasil Segurança Pública - Como se preparar para combater o crime organizado,que será realizado no dia 28 de setembro, em São Paulo.

É O SEMINÁRIO QUE CUSTAVA R$ 50 MIL E QUE NÃO ACONTECEU.

E-mail da turma de Nassif para Saulo de 11/04/2005 14:57
Para: Elaine Ramos Mansano/EXECUTIVO/BR
Assunto: Projeto Brasil - Luís Nassif
Caro Secretário Saulo de Castro Abreu,
Venho em nome do jornalista Luís Nassif, solicitar apoio para viabilizar o 17º Fórum de Debates projeto Brasil -Segurança Pública- Como se preparar para combater o crime organizado, que será realizado dia 28 de abril em São Paulo.
Sabemos que estamos a poucos dias do evento, mas estamos com muitas dificuldades de viabilizar esta discussão, por isso pedimos uma atenção no assunto.
Anexo segue proposta de apoio com mais detalhes sobre o evento.
Atenciosamente,
Zenaide Santana Projeto Brasil - Dinheiro Vivo Agência de Informações S.A
Observem que este e-mail acima mal disfarça o propósito do convite.

Voltando

Pois bem. Saulo não deu um tostão, ainda que Nassif lhe tivesse sugerido que pedisse patrocínio para a Sabesp, já que a secretaria não tinha verba pra isso. Saulo não topou de novo.

No post em que tenta se defender, Nassif diz que os ataques que ele fez a Saulo se deram um ano depois. E daí? Que diferença faz? Aquele grande secretário, que era bajulado desde 2003, conforme prova a seqüência acima de e-mails, tornou-se, vejam só, o “homem errado”. Não servia para para ser secretário de Segurança – e, suponho, nem para debater o tal Projeto Brasil (ai, que nojo!). Tinha virado inimigo.

Por causa do PCC? Por causa da situação dos presídios? Nassif diz que sim. O fato é que fazia se passar por amigo do secretário, arrastou-o para uma sessão de tortura de chorinho, tentou arrancar R$ 50 mil do homem, não conseguiu, baixou para R$ 35 mil, não conseguiu de novo. E passou a disparar a sua metralhadora cheia de mágoas, como diria o roqueiro Cazuza.

Nassif acha que o fato de se ter passado um ano entre o “Saulo gênio da segurança” e o “Saulo homem errado” prova que nada aconteceu. É o contrário: agrava o problema. Afinal, desde sempre, há o dinheiro que não foi dado. E, vejam só: em maio e junho de 2006, estava evidente que Lula venceria a disputa pela reeleição. E Nassif não é do tipo que fica ao lado de quem vai perder o poder.

Nada é pior para reputação de Luis Nassif do que Luis Nassif se defendendo.

E que se volte ao centro: Saulo levou a questão ao diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, que demitiu Luis Nassif. Isso é história. Isso é fato. Quem gosta de fantasia, e fantasia ruim, é Nassif.

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