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Publicado em Quarta, 28 de Janeiro de 2009 - 10h47

OPERAÇÃO DO IBAMA EM CUJUBIM APREENDE MAIS DE R$ 14 MILHÕES EM MADEIRA ILEGAL

Jornal do Brasil


Mais de 11 mil metros cúbicos de madeira ilegal foram apreendidos nesta terça-feira em Cujubim, município localizado a 160 km de Porto Velho, na operação Manejo Pirata realizada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com com a Polícia Federal e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Em uma semana, essa é a terceira operação que flagrou a atuação de madeireiros que cortam e vendem madeira que deveria vir de uma área de manejo licenciado pelo governo estadual mas, na verdade, são retiradas de áreas não autorizadas, como reservas florestais. A madeira apreendida pode ser avaliada em, aproximadamente, R$ 14 milhões.

Durante a operação, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fechou a WD Madeira. Os donos estão foragidos. O curioso é que o empreendimento está localizado ao lado da Floresta Nacional de Jamari, onde foi realizado o único plano de manejo federal aprovado até agora. Com 220 mil hectares, 96 mil hectares da flona de Jamari foram licitados e divididos em três unidades de manejo florestal. A próxima concessão florestal para manejo será realizada em fevereiro.

– Ao lado do primeiro plano de manejo federal temos um manejo 171 – afirmou Minc. –Isso não pode acontecer porque senão o empresário que ganha a concessão para explorar legalmente vai se sentir um idiota trabalhando na legalidade, enquanto outros lucram explorando em suas áreas.

Doações

Cerca de 2.300 metros cúbicos da madeira apreendida eram de toras de faveira ferro, uma espécie nobre da Amazônia. O Ibama espera conseguir R$ 3 milhões com o leilão desse montante. O dinheiro será doado ao município de Porto Velho para a construção de pontes e casas. Os outros 9.200 metros cúbicos eram compostos por outras espécies nobres como ipê, maçaranduba, jequiti e angelim que, depois de catalogadas, também serão doados. O metro cúbico de algumas dessas espécies chega a custar R$ 500.

Segundo Minc, para combater esse tipo de crime ambiental é preciso criar uma economia florestal legal, baseada em um modelo sustentável. O ministro reconheceu a dificuldade do estado do Pará em fiscalizar os planos de manejo uma vez que “chegam mil pedidos de planos a serem instalados em áreas remotas com não mais de 20 profissionais, quando muito, para fazer a fiscalização”.

Para ajudar a equipe escassa, os documentos de origem florestal (Dofs) estaduais e federal serão integrados. Ainda segundo o ministro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está desenvolvendo um satélite para fiscalizar os terrenos de manejo.

– Depois do boi e da soja pirata, vamos combater o manejo florestal ilegal – garantiu Minc. – As pessoas precisam saber que o crime não compensa. Vamos moralizar porque o mercado não pode perder a confiança na exploração sustentável. Mas sabemos que não se resolve desmatamento só com polícia.

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