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Geral

Publicado em Sexta, 06 de Dezembro de 2019 - 13h15

Os limites da privacidade na era digital

da Assessoria


Muitas pessoas afirmam ter o direito à sua privacidade e, por isso, negam-se a integrar comunidades como a mídia social, sentindo que esta pode ser nociva para a liberdade e o bem-estar. Mas, afinal, quais são os limites da privacidade na era digital?

As mudanças que se operaram no mundo também afetaram a vida das culturas e das sociedades modernas.

Hoje, basta um rápido olhar em redor para que, sem muita análise, compreendamos uma realidade inabalável: o celular tornou-se uma extensão do braço humano nas sociedades de primeiro mundo.

Esse acontecimento fez com que muitas plataformas que, até há algumas décadas, não existiam se tornassem, subitamente, elementos fulcrais e definidores da nossa vida enquanto seres humanos sociais.

De fato, a mídia social e plataformas como o Facebook ou o Instagram alteraram a forma como vivemos os dias, levando a uma maior exposição do quotidiano, a uma modelação das experiências com base no que se deseja partilhar e da forma como queremos que os outros olhem para nós

Esta pressão tem feito com que muitas coisas nocivas surjam, tais como o cyberbullying, a sensação de permanente vigilância ou o esbater das identidades individuais.

Embora não se trate de uma invasão de privacidade tão grande como a proposta do crédito social chinês, esta é uma situação que tem gerado bastante preocupação na comunidade científica.

Os limites da privacidade na era digital

Estaremos a abdicar da liberdade e da privacidade

Estudiosos da área da psicologia e da sociologia têm analisado o poder da mídia social e o seu impacto em vários grupos sociais.

Tratando-se de uma forma de partilha de informação pessoal (e não só), estas redes são frequentemente utilizadas para fazer relatos fidedignos dos dias dos seus usuários.

Muita informação sensível, como gostos, opiniões, localizações e ideologias é partilhada nestas redes e pode fazer com que o espaço pessoal acabe por tornar-se público.

Da mesma forma, a necessidade de partilhar conteúdos socialmente aceites, para a criação de sensação de pertença, acaba por fazer com que exista uma uniformização do pensamento, o que acaba por ser coercivo para os usuários destas redes.

Quais os efeitos do digital na nossa individualidade?

Apesar de várias pesquisas se terem debruçado sobre o impacto do digital nas nossas vidas e de existirem estudos que comprovam que pode haver alguns efeitos nocivos, nomeadamente no que diz respeito à sensação de solidão, ao aumento da ansiedade e dos casos de suicídio; a verdade é que ainda não são conhecidos os efeitos a longo prazo da utilização destas tecnologias.

Muitas pessoas, ainda assim, optam já por evitar a criação de contas em redes sociais ou por fazer usos distanciados, onde partilham apenas conteúdos pouco importantes e que não definem as suas personalidades.

O medo de que o digital possa mitigar a personalidade humana poderá parecer um pouco exagerado. Para alguns especialistas, estas redes podem também ser positivas, contando que se utilize o seu potencial para a difusão de informação pertinente, capaz de motivar o pensamento crítico e de promover mudanças sociais positivas


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