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PEC 22/205: o trabalho invisível por trás de um consenso histórico

Quarta-feira, 25 Fevereiro de 2026 - 09:32 | Redação


PEC 22/205: o trabalho invisível por trás de um consenso histórico

A aprovação, em dois turnos e por unanimidade dos presentes, da PEC 22/2025 pelo Senado Federal não foi apenas mais um capítulo do processo legislativo brasileiro. Foi, sobretudo, um retrato fiel de como grandes resultados institucionais raramente nascem de improviso ou de lampejos individuais, mas de trabalho técnico consistente, método e articulação silenciosa. A PEC protege os caminhoneiros de penalizações indevidas.

Em um Parlamento cada vez mais polarizado, a condução de uma Proposta de Emenda à Constituição, instrumento que exige quórum qualificado, rigor técnico e capacidade de diálogo entre Governo e Oposição, demanda algo que vai além da retórica política. Exige bastidores sólidos, leitura precisa do Regimento, construção paciente de consensos e, principalmente, confiança.

A autoria da PEC é do Senador Jaime Bagattoli, que ainda se encontra no terceiro ano de seu primeiro mandato. O feito, por si só, já chama atenção no ambiente político nacional. No entanto, o que grandes veículos de comunicação vêm destacando nas entrelinhas é a forma como a matéria foi construída: amadurecida nas Comissões, lapidada tecnicamente e conduzida até o Plenário sem sobressaltos ou rupturas institucionais.

É nesse ponto que entram os profissionais que raramente aparecem nas manchetes, mas que sustentam o sucesso delas. Entre esses nomes, ganha relevo o trabalho do advogado e Coordenador Legislativo Marcelo Barrozo, integrante da equipe do gabinete do senador. Longe de protagonismos artificiais, sua atuação se deu no terreno onde o erro custa caro: o da técnica legislativa, da leitura política do ambiente e da antecipação de riscos.

Barrozo não surge como um “operador de ocasião”, mas como um quadro formado pela experiência institucional. Ex-chefe de gabinete, advogado com atuação reconhecida e já homenageado pelo próprio Senado Federal com a Medalha e Comenda dos 200 anos da Casa, ele representa um perfil cada vez mais valorizado em Brasília: o do técnico que compreende a política sem submeter a técnica a ela.

Nos bastidores da PEC 22/2025, o trabalho não foi de imposição, mas de convencimento; não de pressa, mas de método. Ajustes de redação, alinhamentos com consultorias da Casa, diálogo com lideranças partidárias e atenção rigorosa aos trâmites regimentais formaram a espinha dorsal do processo. O resultado foi uma matéria que chegou ao Plenário madura, segura juridicamente e politicamente defensável — condição essencial para uma aprovação unânime.

Em tempos em que a política frequentemente se confunde com espetáculo, a trajetória dessa PEC lembra que o Parlamento ainda se move, em grande medida, pela confiança construída nos bastidores. E que carreiras sólidas não se alavancam apenas com discursos ou exposição midiática, mas com entregas concretas, reconhecimento institucional e reputação técnica.

A vitória da PEC 22/2025 é, sem dúvida, um marco para seu autor. Mas também é um recado claro ao mundo político: por trás de cada grande resultado legislativo, há profissionais que fazem do silêncio, do estudo e da responsabilidade pública o seu principal capital. E é exatamente aí que nomes como o de Marcelo Barrozo passam a falar por si.

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