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Publicado em Segunda, 13 de Fevereiro de 2017 - 15h19

Polícia acredita que usuários de drogas são usados para furtarem residências em Ouro Preto

da Redação


Polícia acredita que usuários de drogas são usados para furtarem residências em Ouro Preto

Em Ouro Preto do Oeste o número de adolescentes envolvidos com drogas e praticando delitos diversos para sustentarem seus vícios é gritante. Essa realidade, acredita a polícia, movimenta um comércio paralelo de produtos furtados e roubados, que primeiro passam por bocas de fumo, mas depois são vendidos para pessoas ao adquirirem produtos sem origem ou nota fiscal contribuem com o crime.


Os menores geralmente são usados por criminosos adultos e experientes para se envolverem em contravenções de roubos e furtos e são orientados para assumirem a culpa, caso o crime seja elucidado pela polícia. A parte que lhes é dada, na partilha do que é apurado no crime praticado, são pequenas porções de drogas que são suficientes apenas para saciar a vontade, e quando acaba eles cometem mais crimes para alimentar o vício.

Um adolescente de 15 anos de idade, apreendido recentemente pela Polícia Civil, em Ouro Preto do Oeste, por furto a residência, vendeu os produtos subtraídos confessou ao delegado Júlio Cezar de Souza Ferreira a autoria de ao menos seis furtos na cidade. Na maioria deles, apesar de franzino afirma transportar aparelhos de TV pesados e outros itens que dificilmente seriam carregados por uma só pessoa. Outras três pessoas também foram presas.

Segundo o menor, há muitos adolescentes envolvidos com drogas e furtos, mas na hora de assumir a culpa, eles não delatam seus comparsas porque são ameaçados. A mãe do menor disse que às vezes ele chega em casa com a garganta inchada e com hematomas no corpo, provocados por homens com quem ele divide a droga que compra após praticar algum furto. “Eles o fazem roubar, comprar a droga, e ainda ameaçam matar se contar pra alguém. Isso é vida?”, questiona a mãe.


O menor infrator mora com um tio, mas a mãe dele disse que aguarda pela sua internação porque além de ser usuário de drogas, ele tem um problema neurológico sério. Ela afirma também que já foi vítima de furto praticado pelo próprio filho várias vezes. “Ele já roubou muita coisa em minha casa, a última vez levou de casa uma chapinha novinha que meu marido comprou e pagou R$ 100 reais”, reclamou.


O adolescente que vive na delinquência disse que se não for internado vai embora de Ouro Preto porque teme ser morto após ter delatado os receptadores de produtos que ele furta. Ele disse que por uma TV furtada não consegue mais que R$ 50; uma botija de gás ou aparelho de DVD ou receptor ele vende por no máximo R$ 20.
O menor disse ao RONDONIAGORA que experimentou maconha a primeira vez quando tinha 10 anos de idade, a droga foi oferecida a ele por outro adolescente que praticava furtos na cidade e foi morto a tiros em março de 2016, então com 17 anos, por um homem que tinha sido furtado por ele várias vezes.

O adolescente não estuda, e por ter sido diagnosticado com uma mancha no cérebro recebe uma pensão de um salário mínimo que é administrado por familiares. Ele diz que deseja ser internado porque depois que passou a fumar crack não consegue parar de cometer delitos, e tem a noção de que poderá ser morto a qualquer momento.

O delegado Júlio Cezar de Souza Ferreira, que praticamente toda semana lida com menores infratores enfatiza que, é preciso que a sociedade em geral se conscientize de que comprar produto furtado ou roubado também é crime, “e serve para aumentar o lucro para os traficantes que pagam com porções de drogas pelo objeto roubado ou furtado a um preço insignificante, enquanto eles revendem com uma margem de lucro maior, e suficiente para equiparar o valor da droga”. O delegado aproveita para alertar que a pena para receptação é de um a quatro anos de reclusão e multa.


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