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Geral

Publicado em Segunda, 08 de Agosto de 2016 - 17h05

Polícia aguarda laudo para saber se corpo achado em barragem de usina é da ativista Nicinha

Da Redacao


Já dura quase sete meses a investigação da morte da ativista Nilce de Souza Magalhães, a Nicinha. De acordo com a polícia, apenas uma pessoa foi presa e confessou o assassinato. O corpo encontrado na barragem na Usina Hidrelétrica Jirau ainda não foi confirmado como sendo da ativista porque ainda aguarda o resultado do laudo pericial. O inquérito policial está em fase de finalização para logo ser encaminhado do Ministério Público (MP). Ainda não há prazo para fim da investigação.

Desaparecida em janeiro deste ano, Nicinha foi dada como morta após a prisão de Edione Pessoa da Silva, de 26 anos, que confessou o assassinato. Em 21 de junho, um corpo foi achado na barragem da usina Jirau, a cerca de 400 metros de distância da antiga moradia da militante, que vivia em um acampamento de pescadores no rio Mutum. Descoberto por trabalhadores da hidrelétrica, o corpo estava com as mãos e pés amarrados por uma corda e ligado a uma pedra. Duas filhas da ativista confirmaram que o relógio e as roupas encontradas com o corpo eram da mãe. Apesar disso, a comprovação virá apenas com o resultado do exame de DNA.

De acordo com o delegado da Delegacia de Homicídios, responsável pelo caso, Francisco Borges, para ajudar na identificação do corpo da vítima, foram feito exames antropométrico, que é o método de identificação pessoal que foi submetido pela utilização das impressões digitais e outros métodos mais precisos. Foram coletados materiais para exame de DNA de um parente mais próximo da vítima para fazer os exames de perícia.

A polícia descartou a existência de um possível mandante do crime, uma vez que Edione confessou ter matado a ativista alegando desavenças pessoais. Porém, foi instaurado um segundo inquérito para apurar possíveis participações de outras pessoas na ocultação do cadáver. “Nós instauramos um segundo inquérito para saber se há possibilidade de ter participação de outras pessoas no crime no que se refere na ocultação do cadáver. Estudos pra saber a localização exata do corpo, escala geográfica, longitude latitude do suposto local da morte até o local onde foi encontrado o corpo, tudo isso vai ajudar na investigação faltando apenas diligencias finais”, explicou.

O suspeito do crime, que se encontrava detido do preso no presídio Urso Panda, conseguiu fugir da carceragem no dia 11 de abril. No último dia 3 deste mês, foi recapturado pela polícia do estado do Acre, onde permanece preso.


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