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Geral

Publicado em Segunda, 26 de Janeiro de 2009 - 13h11

Prefeito tenta explicar reajuste da tarifa de ônibus

Assessoria


Em entrevista coletiva à imprensa da Capital, o prefeito em exercício, Emerson Castro, explicou, na manhã desta segunda-feira (26), os motivos que o levaram a autorizar o reajuste da tarifa do transporte coletivo urbano. Após dois anos sem reajuste, a tarifa passa de R$ 2 para R$ 2,30 a partir de domingo (1º). Os empresários pediam R$ 2,60, sob o argumento que esse seria o valor mínimo para manter as condições da frota e de novos investimentos.
A planilha eletrônica de acompanhamento que é feita pela prefeitura, segundo uma matriz fornecida pelo Ministério dos Transportes para auxiliar esse tipo de cálculo, chegou ao valor de R$ 2,55. O cálculo leva em consideração vários fatores, dentre os quais os preços dos combustíveis, dos pneus, de salários, manutenção, etc.
O recém empossado Conselho Municipal de Transporte Coletivo (Comtran), que democratizou e deu transparência às relações empresas-usuários do transporte coletivo, por reunir representantes de entidades de defesa dos direitos dos idosos, dos moradores, dos portadores de necessidades especiais e dos estudantes, reconheceu a necessidade de reajuste da tarifa após dois anos com a mesma tarifa, e admitiu que poderia chegar aos R$ 2,40.
O prefeito em exercício, Emerson Castro, no entanto, considerou que mesmo nos R$ 2,40 o impacto seria forte no bolso dos usuários e reduziu para R$ 2,30. O reajuste só foi autorizado depois que as empresas se comprometeram com a renovação da frota em mais 40 ônibus este ano – 20 no primeiro semestre e mais vinte no segundo – todos equipados para facilitar o acesso de cadeirantes.
Além disso, as empresas terão de construir o Terminal Euclides da Cunha e instituir a Linha da Família, que deverá ser ativada aos domingos, até no máximo dia 15 de março, com tarifa social de R$ 1,15. Com isso, moradores das zonas Sul, Leste e Norte poderão passear com a família pelas praças, Parque Municipal e Shopping Popular (estes dois últimos serão entregues à comunidade em fevereiro), pagando meia tarifa.

Parceria

Tão logo o reajuste da tarifa foi anunciado, várias comparações com outras capitais foram feitas, mas principalmente com as cidades de São Paulo e de Manaus. Emerson Castro explicou que no caso de São Paulo, parte dos gastos com o serviço são subsidiados pela prefeitura que investe cerca de R$ 700 milhões ao ano para isso. Já na região do Grande ABC, a tarifa já custa, há algum tempo, R$ 2,50.
No caso de Manaus, onde a tarifa custa R$ 2, há uma briga na Justiça entre o sindicato das empresas e a prefeitura, desde 2006, pelo reajuste. Na capital amazonense, as empresas ainda conseguem manter o serviço devido ao incentivo que recebem do governo do estado, com a isenção do pagamento do ICMS sobre o óleo diesel.
“Aqui o governo cobra 17% de ICMS das empresas. Acho que podemos avançar numa parceria com o governo, para que adote o mesmo procedimento, o que resultaria em benefício direto à população da Capital”, observou Emerson, explicando que vai procurar o governo para abrir esse diálogo.

(Disponível em https://www.rondoniagora.com/geral/prefeito-tenta-explicar-reajuste-da-tarifa-de-onibus)
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