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Publicado em Segunda, 16 de Junho de 2008 - 14h59

Presidente da Fiero assina termo de cooperação técnica para hidrelétrica de Jirau

Assessoria


Durante a apresentação do projeto da hidrelétrica de Jirau a empresários e comunidade na noite da última sexta-feira, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), Euzébio André Guareschi, assinou termo de intenções de cooperação técnica com os acionistas da Energia Sustentável do Brasil S.A.. O empreendimento é formado pelo Grupo Suez; Companhia Hidrelétrica do São Francisco, CHESF; Eletrosul Centrais Elétricas S.A. e Construtora Camargo Corrêa.
Com a assinatura do convênio será realizada a qualificação da mão-de-obra dos trabalhadores da usina de Jirau através do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai); o oferecimento de serviços de saúde e segurança do trabalho, iniciativas de elevação de escolaridade e lazer aos trabalhadores e familiares, garantindo qualidade de vida a todos através do Serviço Social da Indústria (Sesi) e qualificação dos fornecedores para o empreendimento, trabalho a ser desenvolvido pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL).
Escolhido para falar representando as instituições que participaram da apresentação do projeto de Jirau – Federação do Comércio do Estado de Rondônia, Fecomércio; Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, Sebrae - o presidente da Fiero, Euzébio Guareschi, em seu discurso falou da importância do momento e comentou a visita do Ministro Mangabeira Unger e o Plano Amazônia Sustentável (PAS). “Nós do setor produtivo acreditamos que a melhor forma para otimização do empreendimento é a soma de todos”, falou o presidente Guareschi, que prevê para os próximos dez anos um período de muita prosperidade para Rondônia. “Mas não podemos perder de vista a preocupação com a sustentabilidade para a sociedade. O gasoduto é uma bandeira do povo de Rondônia e tem que ser executado, vai garantir a continuidade de um grande projeto para o Estado”, defendeu o presidente da Fiero.
Mudanças para Jirau
A mudança do local de construção da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, da cachoeira de Jirau para a Ilha do Padre, cerca de 9 quilômetros a jusante, deu-se por questões de otimização de recursos, tempo e minimização de impactos ambientais, defendem os construtores. Jirau teria sido escolhida pelos projetistas de forma meramente indicativa, sendo natural a mudança, que ocorre em praticamente todas as usinas licitadas. As obras devem iniciar em agosto, com as primeiras detonações de pedreira em setembro e o desvio do rio pelo vertedouro em agosto/2010. A geração de energia na unidade deve começar em dezembro/2011 e a previsão de operação da hidrelétrica é para outubro/2014. A usina terá 19 vãos (comportas).
Segundo Mario Bittencourt, da Leme Engenharia, que apresentou os aspectos do projeto Jirau, com a escolha do novo local para a construção da usina elimina-se zonas mortas nos dois canais de aproximação das casas de força, diminuindo o risco de água parada e aumento da população de mosquitos da malária. Haverá otimização do mecanismo de transposição de peixes com a possibilidade de redução de impactos sobre a fauna, além de arranjo mais favorável para o mecanismo de transposição da navegação, com diminuição de custos na implantação da eclusa a ser construída posteriormente. Outra vantagem é a redução do volume de escavação, uma diferença de aproximadamente 43,6 milhões de metros cúbicos de rochas – 49 milhões de m3 anteriormente contra 5,3 milhões de m3 que serão escavados. Haverá acréscimo da área inundada. No pico da obra serão empregados cerca de 15 mil funcionários.
Para o presidente da Energia Sustentável do Brasil S. A, Victor-Frank Paranhos, “a grande virtude do projeto é a otimização do mesmo, com a redução dos impactos, das escavações e dos custos”. A antecipação da geração de energia para 2011 “permite ao Brasil continuar crescendo no ritmo atual sem constrangimentos no atendimento energético”, continua o presidente da companhia, “com a geração de R$73,2 milhões em impostos para a Prefeitura de Porto Velho e o Governo do Estado”, defende Paranhos.

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