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Publicado em Sexta, 03 de Março de 2017 - 17h13

Risco de nova enchente amedronta moradores da áreas ribeirinhas na Capital

da Redação


Risco de nova enchente amedronta moradores da áreas ribeirinhas na Capital

O medo volta a aterrorizar famílias ribeirinhas de Porto Velho. Com a marca já acima de 14 metros e previsão de aumento do nível do Rio Madeira nos próximos dias, a Defesa Civil Municipal (DCM) alerta aos moradores de áreas próximas ao rio para uma possível cheia.

Mesmo sem ter recebido a visita dos técnicos do órgão, Juci Lima Leite, 36 anos, e sem ainda sinal de alagação no Beco da Petrobrás, onde mora, afirma que já está preocupada com a possibilidade de ser novamente surpreendida pela água invadindo sua residência, da mesma forma que aconteceu na enchente de 2014. A mulher, os três filhos e o esposo, viveram o drama da maior enchente que já atingiu a cidade, quando já morava no local.

“Toda a minha família sempre morou na região. Minha mãe criou todo mundo no Beco Gravatal. Eu vim morar no Beco Petrobrás há seis anos. Já enfrentamos muito sufoco aqui, mas nada como a enchente de 2014, e já estou com medo dessa história de que a usina vai ter que abrir as comportas caso o nível suba demais lá na altura da Santo Antônio”, declarou Juci.

Isso porque o diretor da Defesa Civil, Marcelo Santos, explicou nesta quinta-feira (2) que recebeu uma nota da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), informando que a cota operativa da usina não pode exceder, e que isso pode ocasionar o aumento do nível nos próximos dias. “Não podemos afirmar que vai haver uma inundação nessas localidades, por isso que estamos visitando casa por casa e alertando os moradores. Isso é para caso do nível do rio aumentar, eles não sejam pegos de surpresa e percam tudo que possuem ou até mesmo a própria vida”, esclareceu.

Juci conta que, na época da administração municipal do PT na capital, os moradores da área, inclusive sua mãe, dona Antônia Pinheiro, foram inscritos no Projeto Tomé de Souza, que prometia a doação de lotes na margem esquerda do rio. “O projeto foi engavetado. Aí veio a enchente de 2014 e nós fomos inscritos no programa popular do residencial Cristal, da Avenida Calama, lá na Zona Leste. Disseram recentemente que até agosto serão entregues as casas, mas não estou mais confiando nisso”, desabafa a mãe de família.

Segundo a moradora do Beco da Petrobrás, assim como muitas famílias já sem esperança, incluindo sua própria mãe, ela tratou de invadir um pedaço de terra na mesma área que seria destina para o projeto Tomé de Souza. “Minha mãe já está praticamente morando lá. Minha casa também já está quase concluída. Nossa esperança é que nos garantam aquela área. Eu abro mão da casa do residencial para outros que também estejam precisando. Só quero poder dormir e acordar em paz com a minha família, sem prejuízos com outra inundação. Até o próximo mês quero sair de uma vez deste lugar”.

Além do risco de alagação, Juci diz ainda que o aparecimento de bichos peçonhentos é rotineiro. “Quando é cobra pequena ainda é fácil, mas depois da enchente de 2014, meu marido salvou um cachorro da boca de uma cobra de seis metros de comprimento. E quase todo dia a gente passa por esses apuros aqui”, completa.

De acordo com diretor da DCM, Marcelo Santos, podem ser atingidas pela possível inundação cerca de 150 famílias, e visitou juntamente com suas equipes, famílias do Beco Gravatal, Beco do Birro, Bairro da Balsa, Nacional, Vila Candelária e Vila do Santo Antônio conscientizando para que saiam com segurança e oferecendo apoio logístico.

Risco de nova enchente amedronta moradores da áreas ribeirinhas na CapitalJuci, os três filhos e o esposo, viveram o drama da maior enchente que já atingiu a cidade

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