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Publicado em Terça, 27 de Dezembro de 2016 - 12h26

Rondônia recebe recursos do Governo Federal para Samu, alimentação enteral e outros serviços

da Redação


Rondônia recebe recursos do Governo Federal para Samu, alimentação enteral e outros serviços

Quatro municípios de Rondônia vão receber cerca de R$ 10,2 milhões de recursos do Ministério da Saúde para ser usado em melhorias no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), compra de alimentação enteral e leitos para gestantes de alto risco. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (27) durante visita do ministro da saúde, Ricardo Barros, aos hospitais de Base, Cosme e Damião e Hospital de Câncer em Porto Velho.


“São R$ 10 milhões para habilitação de vários serviços. Esses recursos são permanentes, para habilitação de serviços permanentes e serão recebidos enquanto o serviço estiver em funcionamento”, afirmou o ministro que garantiu que os recursos começam a ser disponibilizados a partir de Janeiro do ano que vem.

Os municípios contemplados são Porto Velho, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Cujubim. Somente a capital rondoniense terá recursos para oficina ortopédica, leitos de gestantes de alto risco, terapia nutricional enteral e outros serviços. O recurso da capital é de mais de R$ 9 milhões, geridos pela Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde. Para alimentação enteral, que teve o fornecimento interrompido pela Secretarias de Estado e do Município, o recurso é da ordem de R$ 1.952.316,93. Questionado pelo Rondoniagora, se com o recurso seria restabelecido o serviço aos pacientes, o secretário estadual de saúde, Williames Pimentel, não respondeu.

“Estamos estimulando as implantações, que é colocar o equipamento onde ele ainda não chegou, para que os doentes estejam mais próximos de casa”, disse o ministro afirmando que o programa também tem o objetivo de manter os doentes perto da família, tendo em vista que muitos saem do seu local de origem para fazer tratamentos mais eficazes fora.

Roberto Barros também falou sobre o Hospital do Câncer da Amazônia. Ele visitou o local e afirma que o governo federal tem serviços credenciados, portanto irá participar com 50% do custo dos serviços que lá forem estabelecidos. “Evidente que o hospital pronto demandará mais recursos e nós estamos avaliando o plano operativo do hospital para nós programarmos a participação do governo federal”.

Ao ser questionado sobre a demora no repasse das verbas da saúde para os municípios e o possível fechamento de algumas unidades em Rondônia por falta de dinheiro e equipamentos, o ministro respondeu que “todas as UPAs que estão com a documentação completa estão habilitadas. O Ministério está com todas elas com portaria de habilitação e existe uma política no ministério de flexibilizar o custo das UPAs, pois os municípios não estão suportando o custo dessas estruturas”.

Ele também disse que algumas unidades realmente estavam funcionando sem a ajuda do Governo Federal, mas que o assunto já foi resolvido e explica sobre a política do ministério para ajudar nos custos. “O prefeito poderá escolher que dimensão de serviço quer dar a sua UPA e o Ministério irá patrocinar com sua participação de 50% proporcionalmente a estrutura que estiver disponível para a população”, garantiu.


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