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Publicado em Terça, 07 de Novembro de 2017 - 09h20

Saiba as instituições que entregavam diplomas falsos, segundo o MP

da Redação


Saiba as instituições que entregavam diplomas falsos, segundo o MP

As investigações do Ministério Público de Rondônia que levaram a descoberta de um esquema que atraíam estudantes para cursos de graduação e pós graduação e ao final ofereciam diplomas falsos levam a duas instituições de Nova Mamoré: o Centro Integrado de Pesquisa de Rondônia (Ciperon) e Norte Educacional, que têm matriz no município de Nova Mamoré.

As atuações das instituições foram descobertas por investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, em conjunto com a Promotoria de Justiça de Guajará-Mirim, que revelaram a existência de uma organização criminosa voltada ao oferecimento de cursos de graduação e pós-graduação sem a devida autorização do MEC.

A organização criminosa enganou inúmeros alunos ao dar aparência de regularidade aos cursos ofertados, obtendo vantagem patrimonial com as fraudes praticadas. O esquema consistia, basicamente, na oferta de cursos de graduação e pós-graduação que, quando concluídos, davam aos alunos diplomas ideologicamente falsos, adquiridos ilegalmente de diversas instituições de ensino sediadas em variados estados da federação.

O esquema funcionava em pelo menos 17 localidades, das quais 14 estão localizadas em Rondônia. Segundo estimativas, a entidade educacional ligada à organização criminosa tem atualmente cerca de 1,3 mil alunos matriculados, além do número não apurado de vítimas atingidas que já receberam os falsos diplomas.

Desde as No total, com a parceria da Polícia Civil e da Polícia Técnica, estão sendo cumpridos simultaneamente, 33 mandados de busca e apreensão, 23 conduções coercitivas, em 14 localidades espalhadas pelo Estado de Rondônia. Além destas cautelares, o Poder Judiciário também decretou contra os investigados a indisponibilidade de bens, obrigação de entrega de passaportes e proibição de se ausentarem do país.

O nome da operação vem da mitologia grega, sendo Apate um espírito feminino que personifica o engano, o dolo e a fraude, em alusão aos crimes cometidos pela organização criminosa. Apate, juntamente com o seu correspondente masculino Dolos, foi um dos espíritos que saíram da caixa de Pandora.


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